O presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Maurício Caíno, esteve no programa Jornal da Manhã desta sexta. Ele falou sobre a obrigatoriedade do licenciamento e emplacamento de veículos agrícolas, que voltou após veto da presidente Dilma à projeto de lei que eliminava essa exigência.
Primeiramente ele lamentou o cenário atual vivenciado pelos produtores rurais, onde, além do clima não ajudar, a comercialização também não encontra incentivos e, agora, essa obrigação voltou a assombrar a categoria, onerando ainda mais os produtores. Ele citou o exemplo de uma máquina de R$ 400mil, cujo valor pago pelo licenciamento seria o de 3%, ou seja, R$ 12mil, e, se o processo transcorrer nos moldes do Denatran, o pagamento teria que ser anual.
Caíno disse que toda a região Sul está mobilizada contra essa obrigatoriedade e que, se não houver outra alternativa, devem ocorrer protestos e que os mesmos sejam estendidos aos demais estados. Da parte do Sindicato são-luizense, Caíno disse que está sendo organizada comissão que definirá se o protesto vai ocorrer no trevo de acesso a São Luiz ou na ERS 168, que dá acesso à Roque Gonzales. O Presidente disse que lideranças de São Borja, Santo Antônio e Santiago têm a mesma idéia, que não é de causar prejuízo a ninguém, mas apenas sensibilizar o governo para essa difícil situação pela qual os produtores estão passando.