País que até a tarde desta terça-feira (24/03) já registrava mais de 6,8mil mortes pelo novo Coronavírus, a Itália concentra o maior número de casos fatais do vírus que parou o mundo. A situação forçou a população a viver dentro de casa, saindo apenas para buscar o básico para a manutenção de seus lares.

Com o objetivo de trazer mais informações a respeito dessa situação, a reportagem da Rádio Missioneira entrou em contato com um jogador de futsal, que vive na Itália e teve uma breve passagem pela Associação Grande São Luiz. Rafael Adami, hoje com 32 anos, jogou na AGSL em 2012 e, de lá pra cá, passou a maior parte de sua carreira jogando na Europa, fixando-se na Itália em 2014.
Adami conversou conosco direto da cidade de Ortona, localizada na região central da Itália, onde reside com esposa e filho. Quando souberam das notícias de alguns casos em solo italiano, ocorridos em uma cidade pequena do Norte do País, todos pensaram que seria algo passageiro, mas o alastramento da doença foi rápido, levando apenas dias para atingir a população de forma alarmante.
Devido à rapidez dos casos, os italianos pouco puderam fazer para se prevenir da doença e esse é um item ao qual o atleta diz que os brasileiros devem se apegar – o Brasil está conseguindo se preparar mais em relação aos outros países aqui da Europa, porque tem esse exemplo.
Medidas de prevenção
Hoje, em Ortona, apenas empresas que vendem alimentos e medicamentos funcionam. As pessoas devem esperar em filas, respeitando a distância e entrando uma ou duas por vez nos estabelecimentos. De sua família, ele é o único que sai de casa, isso há mais de uma semana – no máximo a gente vai na sacada aqui. A gente não pode sair (…) tem pessoas que não estão respeitando, são minoria, e essas pessoas são multadas.
Apesar de cumprir as medidas de higiene, com utilização de álcool em gel e demais orientações básicas, o entrevistado diz que, no estado em que sua cidade e o País como um todo se encontram, o que mais se recomenda é ficar em casa, acima de tudo.
Recomendação
Sem lugar na grande maioria dos hospitais, o Governo pede apenas que os italianos fiquem em casa, para evitar ao máximo a contaminação. Esse item é o mais comentado pelo atleta, que finaliza ressaltando a chance que os brasileiros têm de fazer com que as coisas sejam diferentes – aqui, se no início tivessem tomado as medidas que estão tomando aí no Brasil, de repente não estaríamos passando por isso (…) então fiquem em casa, saiam para comprar o que é necessário, uma pessoa da família, já façam isso aí.
Rádio Missioneira
Confira a entrevista em áudio: