O Rio Grande do Sul apresentou em 2018 um aumento no número de novos casos de hepatites virais registrados. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde, ao todo, 7,6 mil pessoas foram diagnosticadas com hepatite A, B ou C no ano passado, um número 14,4% maior em relação a 2017. Entre os tipos, o com maior registro no Estado é o C, que teve mais de 5,8 mil novos casos ano passado. Contudo, o que teve o maior aumento foi o tipo A, com mais de 2,5 vezes o número de casos que em relação ao ano anterior.
O biomédico Gustavo Dutra, do Laboratório Biolabor, esteve participando do Programa Cidade Alerta desta segunda-feira(29), falando sobre a importância da prevenção da doença, que tem o dia 28 de julho, como Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.
Gustavo lembrou que as hepatites virais são doenças infecciosas que afetam o fígado. Elas não costumam apresentar sintomas, mas, quando esses aparecem, os mais comuns são cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
A hepatite é dividida em três tipos: A, B e C, onde um simples exame laboratorial já identifica a doença, e sempre que o tratamento for iniciado o quanto antes, as chances de cura chegam a 90%.
No caso da hepatite B, existe a vacina, que está à disposição na rede pública. Já para a hepatite C, não existe a vacina. Para o combate e prevenção à doença, destacou algumas medidas de prevenção, e outros hábitos de higiene, como: evitar o compartilhamento de materiais no uso de drogas injetáveis; uso de materiais perfurocortantes não esterilizados (alicates de unha, aparelho de barbear e depilar, instrumentos de tatuagem e piercings, materiais cirúrgicos ou odontológicos). A relação sexual desprotegida também pode transmitir a hepatite.
O tratamento para a hepatite está disponível gratuitamente na rede pública de saúde.
Rádio Missioneira