É celebrado em 24 de janeiro o trabalhador que durante sua vida contribuiu para o desenvolvimento da sociedade e hoje usufrui o beneficio de sua contribuição durante o período de atividade: os aposentados e aposentadas. A data foi criada celebrando a primeira lei brasileira destinada à previdência social no dia 24 de janeiro de 1923.
Nesta data também é comemorado o dia da previdência social, a sua reforma proposta pelo governo é tema controverso muitos defendem que ela é desnecessária, outros defendem que devem ser realizadas discussões mais amplas e outros acreditam quem sem a mudança o sistema de previdência social no Brasil vai quebrar.
O vereador são-luisense José Luiz Terra Vieira (PT) concedeu entrevista ao programa Cidade Alerta, defensor dos direitos dos aposentados e pensionistas ele considera lamentável o que vem ocorrendo ao longo do tempo. Segundo Vieira, não há muito que comemorar, ele avalia que o aposentado vem sendo tratado com descaso pelos governos, recordando o novo presidente Jair Bolsonaro, como um dos seus primeiros atos definiu um valor de salário mínimo inferior ao que estava previsto atingindo os aposentados e os trabalhadores de forma geral.
Em relação à reforma da previdência que segundo sua avaliação penaliza os pequenos ele. “Nos preocupa que os grandes devedores da previdência não são cobrados, o governo está inerte em relação a isso, é um grande valor que a previdência deixa de receber”, disse. O vereador afirmou ainda que diante de informações concretas levantadas através de CPI proposta pelo senador Paulo Paim (PT-RS) ficou comprovado que a previdência está longe de ser deficitária, ao contrário, consegue caminhar com as próprias pernas, o senador gaúcho sustenta que a reforma é desnecessária. O relatório da CPI da previdência traz números impressionantes, do ano 2000 até 2015, a previdência teve um superávit de mais de R$ 2 trilhões. Há ainda comprovados os recursos que deixaram de entrar nos cofres devido aos desvios, sonegações e dívidas que somam R$ 3 trilhões.
José Luiz considera que a reforma como está sendo apresentada representa um risco para o aposentado, e principalmente para o trabalhador que pretende se aposentar, lembrando que os grandes ditam as regras e se protegem e o menor é quem “paga o pato”. O vereador lembra que no Chile durante o do general Augusto Pinochet ocorreu uma reforma de previdência semelhante a que se apresenta hoje no Brasil o trabalhador precisou recorrer ao sistema privado, e que hoje os aposentados daquele país passam por extremas dificuldades.
Autor: Rogério Morais
Fonte: Rádio Missioneira