Causou indignação nos trabalhadores rurais a afirmação do economista Paulo Tafner, ligado ao governo de Jair Bolsonaro que chamou a classe de “mão lisa”. Logo após a divulgação, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) emitiu nota de repúdio. “Quem afirma que o agricultor tem mão lisa não conhece o campo, provavelmente nunca teve contato com o trabalho rural e não sabe de onde vem a comida que vai à mesa do brasileiro”, diz o documento.
Para Rafael Delogare Paz, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga, se trata de uma tentativa de denegrir a imagem do entidade sindical e dos trabalhadores do campo. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã de hoje, ele analisou a afirmação como preocupante. “É uma tentativa de enfraquecer nosso movimento e colocar a culpa da previdência no trabalhador rural”, disse. Tafner ainda afirmou que o sindicato cresce com base em ações irregulares e benefícios, o que segundo Rafael, não é verdade.
Conforme Dallenogare, a situação já esperada quando o governo foi eleito. Ele destacou que estão atentos, em especial sobre a reforma. Os trabalhadores não concordam que a classe ganhe menos e que o impacto seja em quem trabalha no campo. O sindicalista defende que devam ser cortados privilégios de quem ganha mais.
O movimento sindical se reunirá em Porto Alegre no final de janeiro para discutir estratégias contra a reforma e outras ações do governo que possam ser prejudiciais aos trabalhadores. Ele não descarta a realização de mobilizações nas ruas. “É assustador, mas estamos atentos e focados na defesa do trabalhador rural”, argumentou.
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Fonte: Rádio Missioneira