Nesta semana foi realizado o encontro da Regional Missões II em São Luiz Gonzaga, o evento ocorreu na sede do sindicato local. Em entrevista á Radio Missioneira, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Antônio das Missões e Garruchos Agnaldo Barcelos afirma que o encontro serviu de avaliação das ações do movimento sindical, e que foram debatidas as perspectivas do momento preocupações, avaliou como extremamente movimentada com temas que recaem sobre as ações frente aos novos governos.
O sindicalista projetou ano difícil 2019 classifica como um período que deverá registrar adaptações ao novo cenário e que a reunião foi produtiva por ser uma oportunidade em que foram discutidos temas importantes.
Ele considerou que 2018 foi um ano movimentado, de muitas lutas e projetou o novo ano que se aproxima com desafios, enfrentamento e organização. Acredita que os trabalhadores precisam ter cada vez mais a consciência que a união é o diferencial é a forma de enfrentar o que se aproxima, em relação aos novos governos e suas propostas. “precisamos buscar resultados positivos, e é na dificuldade é que há superação, estamos fazendo um amplo debate para qualificar os serviços que prestamos, planejamento e representação que para ter resultados melhores do que o horizonte nos apresenta, em cima da união é teremos conquistas e o movimento está preparado
Cenário político e desafios.
Agnaldo comenta que o novo governo tem bem claro a sua posição e tem demonstrado que fará força em dois aspectos, uma a retirada de direitos do trabalhador através de reformas uma espécie de repressão nos órgãos que defendem o trabalhador. Segundo o dirigente sindical, haverá um acompanhamento muito próximo, por parte do Ministério da Justiça através de Sergio Moro que acena com uma fiscalização da funcionalidade dos sindicatos. O próprio futuro ministro afirmou que o Tribunal de Contas da União (TCU) fará grandes fiscalizações nos recursos, o que para o que eleconsidera ser importante, no entanto a sua primeira impressão é que é um recado claro, de que o novo governo tenta intimidar o movimento sindical. “É um recado para que as entidades fiquem sem um protagonismo na organização e luta pelos direitos ou sofrerão pressão dos órgãos do governo”, pontuou.
Apesar desta impressão compartilhada dentro do movimento sindical, Agnaldo sustenta que o movimento não pode recuar, que é necessária uma readaptação na forma de atuação do movimento sindical, afirma que o trabalho deve ser diferente do que historicamente foi feito, a forma de negociar as mobilizações deverão ter um enfoque no sentido de embate e organização mais intensa. Ele diz que só serão reconhecidas as categorias formalmente organizadas, legalizadas e com grande representatividade.
“Precisamos ter a grande maioria dos trabalhadores das categorias dentro do movimento, pra ter base forte e reconhecimento e desta forma avançar em negociações que serão necessárias, os trabalhadores organizados e mobilizados conseguirão garantir os seus principais direitos”, finalizou Agnaldo.
Por Rogerio Morais
Fonte Rádio Missioneira