A área projetada para o cultivo de soja no Rio Grande do Sul na safra 2026/2027 é de 6,6 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.183 quilos por hectare. O avanço da semeadura, no entanto, segue limitado pelas chuvas frequentes, pela elevada umidade do solo e pelas dificuldades de acesso das máquinas às lavouras.
Conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (15) pela Emater/RS-Ascar, os trabalhos estão concentrados nas áreas com autorização para semeadura antecipada ou que não estão sujeitas às restrições de financiamento relacionadas às normas do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).
Na maior parte do Estado, os produtores priorizam a dessecação das plantas de cobertura e o preparo das áreas, enquanto aguardam condições mais favoráveis para iniciar ou ampliar o plantio. A cautela também considera o risco de necessidade de ressemeadura após as precipitações intensas, o que elevaria os custos de produção.
Na região de Santa Rosa, a estimativa é de que 6% dos 786 mil hectares projetados para a cultura já tenham sido semeados. As primeiras lavouras estão concentradas principalmente em áreas que estavam em pousio e em propriedades que utilizam recursos próprios, sem financiamento sujeito às normas do Zarc.
Para a região Noroeste do Estado, a produtividade esperada é de 3.215 quilos por hectare, acima da média estadual projetada. O ritmo de implantação das lavouras nas próximas semanas dependerá da redução das chuvas e da melhora das condições de umidade do solo para permitir a entrada das máquinas nas áreas de cultivo.
Fonte: Rádio Missioneira | Com informações da Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar