Uma história marcada por amizade, companheirismo e carinho mútuo teve um desfecho emocionante em Bossoroca. Inseparáveis ao longo da vida, as cunhadas Tereza de Morais Lopes e Diany Lopes de Miranda faleceram com poucas horas de diferença, após décadas de convivência intensa entre as famílias.
Moradora de Bossoroca, Tereza faleceu no último domingo (10), aos 96 anos. Já Diany, de 91 anos, moradora de São Borja, morreu na segunda-feira (11), enquanto participava do velório da cunhada em Bossoroca.
Diany era irmã de Ruy Portela Lopes, marido de Tereza, e a relação entre as duas ultrapassou os laços familiares, se transformando em uma amizade profunda e inseparável.
Em conversa com a Rádio Missioneira, Eliete Fraga, filha de Diany, contou que a proximidade entre elas começou ainda quando sua mãe era solteira. “Minha mãe morou com eles quando solteira. A cunhada era a irmã do coração”, relatou.
Ao lado do esposo José Pedro de Miranda e dos filhos, Diany costumava passar férias na estância da família, no interior de Bossoroca. Segundo Eliete, a convivência era constante. “Natais, Páscoa, aniversários, banhos no Rio Piratini… assim nós crescemos, e elas sempre juntas”, lembrou.
Com o falecimento dos maridos, a ligação entre as duas ficou ainda mais forte. “As duas ficaram viúvas e, a partir de então, não se separavam mais”, contou. As visitas eram frequentes. Ora Diany passava alguns dias em Bossoroca, ora Tereza seguia para São Borja. Segundo a filha, elas costumavam dizer que o tempo precisava ser aproveitado juntas.
Em março deste ano, antes de partir, Tereza esteve em São Borja para celebrar os 91 anos de Diany. Já nesta semana, a família precisou partiu rumo a Bossoroca para acompanhar o velório de Tereza. Conforme Eliete, apesar de estar relativamente bem antes da viagem, sua mãe passou mal durante a despedida da cunhada e acabou falecendo no município. Os atos fúnebres de Diany ocorreram posteriormente em São Borja.
Emocionada, a filha definiu a ligação das duas como algo raro. “Foram juntas, não suportou a dor da perda. Eram almas gêmeas”, concluiu.
Foto: arquivo pessoal
Fonte: Rádio Missioneira