A primeira variedade de soja totalmente brasileira, lançada em 1966 na primeira edição da Feira Nacional da Soja, em Santa Rosa, está completando 60 anos. A cultivar, denominada “Santa Rosa” representou um marco para o desenvolvimento da agricultura no país e abriu caminho para a consolidação do Brasil como uma potência mundial na produção do grão.
A trajetória da cultura da soja no país também está diretamente ligada a histórias de famílias pioneiras, como os Daltrozo. Na década de 1970, os irmãos Osvaldo, Wilson, Luiz Carlos e Darci deixaram Cruz Alta levando sementes da cultivar Santa Rosa, contribuindo para a expansão da produção em Primavera do Leste, no Mato Grosso. Hoje, a família segue atuando na região, considerada uma das principais produtoras do país.
O avanço da pesquisa agropecuária, especialmente com a criação da Embrapa, a partir dos anos 1970, foi decisivo para o desenvolvimento de novas variedades adaptadas a diferentes climas e regiões. Isso possibilitou a expansão da soja para o Cerrado e outras áreas do Brasil.
Com o passar das décadas, novas cultivares trouxeram maior resistência a doenças e pragas, além de ganhos expressivos de produtividade. Nos anos 1990, surgiram variedades mais resistentes a enfermidades como o cancro-da-haste. Já nos anos 2000, o avanço tecnológico permitiu a consolidação da segunda safra em diversas regiões.
A partir de 2010, a biotecnologia impulsionou ainda mais o setor, com o desenvolvimento de plantas mais resistentes e adaptáveis. Atualmente, as cultivares modernas combinam alta produtividade, estabilidade e ampla adaptação, refletindo seis décadas de evolução iniciadas com a histórica variedade lançada em Santa Rosa.
Fonte: Rádio Missioneira | Com informações da Fenasoja