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Sobrevoos de aeronaves da Força Aérea Brasileira seguem na região até a próxima semana

Sobrevoos de aeronaves da Força Aérea Brasileira devem continuar sendo registrados na região missioneira até a próxima semana. A movimentação faz parte da segunda fase do Exercício Operacional de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (EXOP IVR), que teve início na última segunda-feira (9) na Base Aérea de Santa Maria.

Moradores de São Luiz Gonzaga observaram, na última quarta-feira (11), aeronaves sobrevoando o município durante a tarde e também à noite. Segundo as Forças Armadas, os voos fazem parte das atividades de treinamento realizadas no espaço aéreo da região.

O exercício reúne militares e aeronaves da Força Aérea Brasileira, com participação da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro. Em São Luiz Gonzaga, o apoio às atividades é realizado pelo 4º Regimento de Cavalaria Blindado, que recebe militares da Força Aérea e disponibiliza suas instalações como base de apoio e logística para a operação. A unidade também participa do treinamento, contribuindo para a simulação de cenários operacionais.

Durante o período do exercício, aeronaves realizam voos de reconhecimento sobre o espaço aéreo de São Luiz Gonzaga e municípios próximos. O objetivo é treinar e avaliar as equipes envolvidas, simulando situações de conflito e ampliando a capacidade de vigilância e resposta das Forças Armadas.

De acordo com o gerente do exercício, tenente-coronel aviador Marcio Rassy Teixeira, o treinamento simula uma situação de conflito convencional, na qual as tripulações precisam coletar informações no terreno e no espaço aéreo para compreender o cenário das operações. Esses dados são analisados por equipes de inteligência e utilizados para orientar decisões estratégicas durante a missão.

Entre os meios empregados no exercício estão aeronaves especializadas em inteligência e vigilância, como o P-3AM, o R-99 e o P-95, equipadas com radares e sensores capazes de monitorar movimentações no solo e no ar. Também participam aeronaves de ataque, como o A-1M e o A-29, além de sistemas remotamente pilotados utilizados para observação e coleta de dados. O treinamento ainda envolve o conceito de operações multidomínio, integrando ações no ar, em terra e também no ambiente digital, com atividades de defesa cibernética, guerra eletrônica e interferência em sinais.

Foto: João Paulo Moralez
Fonte: Rádio Missioneira | Com informações da Força Aérea Brasileira

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