Uma operação que durou mais de 20 horas de trabalho foi necessária para localizar e reparar o vazamento em uma adutora da Corsan que provocou a falta de água em São Luiz Gonzaga nos últimos dias. A situação foi detalhada nesta segunda-feira (9) durante entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Missioneira, pelo coordenador institucional Jovane Soncini e pelo coordenador operacional Alessandro Nascimento.
O problema teve início na última quinta-feira (5) em uma adutora responsável pelo abastecimento da cidade. Segundo Jovane, o reparo definitivo foi alcançado apenas após várias tentativas de manutenção.
“Tivemos sucesso no terceiro conserto. Nós ficamos mais de vinte horas trabalhando no vazamento”, afirmou.
Conforme Alessandro, o trecho da rede onde ocorreu a falha possui cerca de quatro quilômetros, entre o Arroio Chimbocuzinho — local de captação da água — e a Estação de Tratamento, situada na área urbana do município. Para localizar o problema, as equipes precisaram percorrer toda a extensão da tubulação. Segundo Alessandro, o vazamento ocorreu em um conserto antigo da tubulação, em um campo às margens da ERS-168.
O coordenador operacional relatou ainda que a identificação exata do problema ocorreu por volta das 22h. A partir daí, foi necessário mobilizar equipes e equipamentos para iniciar o reparo durante a madrugada.
“Entre identificar o ponto e executar o conserto já eram cerca de 3h da manhã. O acesso ao local com retroescavadeira é difícil e as peças são extremamente pesadas. Levamos um tempo para conseguir transportar tudo até lá, mas conseguimos executar o serviço por volta das 4h”, disse.
Após o primeiro reparo, no entanto, a adutora voltou a apresentar problemas no mesmo ponto. “Depois do conserto, identificamos que novamente, no local onde tínhamos trabalhado, a tubulação havia estourado”, relatou Alessandro, destacando que isso exigiu novas intervenções até a solução definitiva.
Durante a entrevista, o coordenador também esclareceu dúvidas da população sobre os reservatórios de água do sistema de abastecimento. Segundo ele, as estruturas existentes são utilizadas para equilibrar picos de consumo e não para suprir longos períodos sem captação.
O sistema conta com um reservatório de 900 mil litros enterrado na Estação de Tratamento, outro elevado de 500 mil litros, um reservatório de 150 mil litros destinado à água de processo e mais um de 500 mil litros localizado em um terceiro ponto de recalque na cidade.
“É bastante água, mas esse volume de reservação é para equilibrar picos de consumo que ocorrem principalmente entre 10h da manhã e 14h. Não é um volume pensado para suprir uma falta de água prolongada”, explicou.
Foto: divulgação/Corsan
Fonte: Rádio Missioneira