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Pedro Krinski: o sargento missioneiro que morreu na Segunda Guerra Mundial aos 25 anos

No período em que o mundo celebra os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, a Rádio Missioneira relembra a história de um jovem missioneiro que deixou sua terra natal para lutar em um dos maiores conflitos da história e acabou se tornando herói. O segundo-sargento Pedro Krinski, natural de São Luiz Gonzaga, morreu aos 25 anos de idade, em combate na Itália, representando a bravura de tantos gaúchos que integraram a Força Expedicionária Brasileira (FEB).

A história de Krinski foi recaptulada no artigo científico “Os pracinhas missioneiros da FEB e a sua representatividade na sociedade”, produzido em 2022 pelo primeiro-sargento Carlos Marcel Cunha. O material foi fundamental para a produção desta reportagem.

Conforme o artigo, durante a Segunda Guerra, o 4º Regimento de Cavalaria Blindado, em solo são-luizense, era denominado 3º Regimento de Cavalaria Independente, de onde partiram 33 combatentes para integrar o contingente brasileiro.

Nascido em 24 de janeiro de 1919, Pedro era filho de João Krinski e Valéria Vichinheski Krinski, e cresceu nas comunidades de Linha Timbó e Linha Coqueiral, em Guarani das Missões. Tinha sete irmãos e, segundo relatos de familiares, ingressou voluntariamente na guerra sem que a mãe soubesse. A sobrinha Luiza Krinski contou que ele tinha fama de excelente atirador no quartel e alimentava o sonho de retornar promovido após a campanha.

Krinski e outros militares de São Luiz Gonzaga embarcaram de trem rumo ao Rio de Janeiro e, em junho de 1944, seguiram viagem para a Europa a bordo de um navio americano. Integraram o 1º Escalão da FEB, com 5.073 homens, que desembarcaram na Itália em 16 de julho de 1944.

Poucos meses depois, em 24 de setembro de 1944, durante uma missão de escolta e proteção na região de Camaiore, na Itália, Pedro foi atingido por estilhaços de uma granada de artilharia alemã e faleceu. Tornou-se a primeira baixa do 1º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada.

Em reconhecimento ao seu sacrifício, Krinski foi condecorado com as medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. Sua memória é preservada em várias homenagens: o 1º Esquadrão de Cavalaria Leve, em Valença (RJ), ergueu um monumento em sua honra; e a Escola de Sargentos das Armas (ESA), em Três Corações (MG), batizou com seu nome uma sala de instrução do curso de Cavalaria.

O legado de Pedro também está presente em diversas cidades: ruas com seu nome existem em Sete de Setembro, Guarani das Missões, Santo Ângelo, Guarulhos (SP), Ubatuba (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Além disso, duas escolas no Rio Grande do Sul foram batizadas em sua memória — uma em Santo Ângelo e outra na Linha Boa Vista, em Sete de Setembro, fundada em 1948.

Até hoje, a antiga moradia de Krinski permanece de pé no interior de Guarani das Missões, e descendentes ainda vivem na região e em Sete de Setembro, mantendo viva a lembrança do jovem soldado que partiu cedo, mas deixou para sempre sua marca na história missioneira e brasileira.

 

Fonte: Rádio Missioneira | Com informações do primeiro-sargento Carlos Marcel Cunha (É proibida a reprodução deste conteúdo sem citar a fonte)

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