O gênero musical bugio agora é patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul. A solenidade de registro ocorreu nesta terça-feira (12), no Teatro Oficina Olga Reverbel, do Multipalco Eva Sopher. Participaram do ato de assinatura o secretário da Cultura, Eduardo Loureiro, o diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), Renato Savoldi, e os prefeitos de São Francisco de Assis, Paulinho Salbego, e de São Francisco de Paula, Thiago Teixeira.
Os municípios de São Francisco de Assis e São Francisco de Paula foram os responsáveis por iniciar o processo, ao formalizar o pedido ao Iphae. O reconhecimento do bugio como bem cultural passou por todas as etapas estabelecidas pela legislação estadual, que começam com a elaboração de um inventário, ou seja, uma pesquisa documental, bibliográfica e de campo para produzir conhecimento sobre o bem. A partir disso, é elaborado um parecer técnico pelo Instituto, que o submete à avaliação da Câmara Temática do Patrimônio Cultural Imaterial, órgão responsável por avalizar a inclusão do registro.
O bugio é um gênero musical executado no acordeão, no qual o instrumentista realiza um toque característico denominado “sincopado”. Esse ritmo é caracterizado pela execução de som em um tempo fraco que se prolonga até o tempo forte, constituindo um compasso binário simples. Conforme as pesquisas realizadas, somente o gênero bugio exige esse método de execução musical.
Embora o parecer técnico aponte que sua origem remonta a distintas narrativas históricas, que variam conforme a região, o bugio é amplamente reconhecido como um dos estilos musicais representativos da cultura regional. Além disso, há uma unanimidade quanto ao fato de que esse toque característico no instrumento foi desenvolvido a partir da imitação do som produzido pelo macaco bugio, animal nativo de diversas regiões do Estado.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria de Cultura