Em média, 17 registros de estelionato são realizados pela Polícia Civil, por semana, na área de abrangência da 13ª região policial, com sede em Santo Ângelo. De janeiro a maio deste ano, foram 366 casos que chegaram ao conhecimento do órgão de segurança. No mesmo período de 2024, foram 376 registros.
De acordo com o delegado regional Charles Dias do Nascimento, a aplicação de golpes é realizada, principalmente, por pessoas que se identificam, falsamente, como funcionários de instituições bancárias.
“Os criminosos se identificam como funcionários. Falam para as vítimas que elas estão tendo problemas de transferências ilegais ou irregulares via PIX na sua conta. Isso tudo por WhastApp, induzindo a vítima a realizar alguns PIX para contas diversas para testes. No momento em que essas vítimas fazem essa transferência, já caíram no golpe e perderam um valor considerável”, menciona o delegado.
Como um dos exemplos do prejuízo que vem sendo causado às vítimas, a autoridade policial cita o caso de uma pessoa que perdeu mais de R$ 60 mil recentemente nesse tipo de golpe, em Cerro Largo. A autoridade policial reforça também a importância de as informações de estelionato chegarem ao conhecimento das forças de segurança de forma imediata.
“Quanto mais rápido as forças de segurança agirem, maior a possibilidade de recuperar os valores perdidos”, orienta o delegado Charles. Em Santo Ângelo, de janeiro a maio deste ano, ainda de acordo com a Polícia Civil, foram 255 casos registrados de estelionato; em Cerro Largo, 37; em São Miguel das Missões, 7; em Entre-Ijuís, 22; em Guarani das Missões, 24, e, em Giruá, 15.
Fonte: Rádio Missioneira