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Mês é dedicado a reforçar o combate à exploração e ao abuso sexual contra crianças e adolescentes

Este mês é dedicado ao combate à exploração e ao abuso sexual contra crianças e adolescentes. De acordo com informações da Polícia Civil, o “Maio Laranja” tem como objetivo o incentivo à denúncia e à prevenção desses delitos. Além disso, a campanha busca fortalecer a proteção integral de quem está nessa faixa etária. O tema ganha visibilidade também, além deste período, no que se refere à Polícia Civil no RS, com os trabalhos dos programas “Libertar”, do “Papo de Responsa” e de outras ações desenvolvidas no âmbito da prevenção e informação.

Na Delegacia de Polícia de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPPGV), de São Luiz Gonzaga, há vários procedimentos em tramitação, segundo a delegada Tanea Bratz. Na especializada, o trabalho preventivo abrange também atividades que abarcam assuntos como os ligados a sonhos, potenciais, responsabilidade, dedicação e disciplina para alcancá-los e desenvolvê-los.

Já nos casos em que há suspeitas desse tipo de delito, a orientação é que seja realizada a denúncia, segundo a autoridade policial. Mesmo não havendo provas, a informação, com indício de que a criança ou adolescente possa estar sendo vítima de abuso sexual, será apurada.

“Havendo a denúncia para o Disque 100, Disque 180, ou para o WhatsApp (55- 8454-0432), da nossa delegacia, mesmo que não tenha elementos probatórios, mas que tenha indicativos de que uma determinada criança ou determinado adolescente mudou o comportamento, de que há desconfiança de que tenha sofrido alguma violência sexual, a gente vai fazer essa investigação. De repente, não vamos conseguir provar e, de repente, não aconteceu, mas é importante que se traga a notícia deste fato”, orienta a delegada Tanea, ao ressaltar que assim como meninas, meninos também podem ser vítimas desse tipo de delito.

Em um cenário com diversos tipos de violência sexual, é necessário haver uma atenção direcionada também aos praticados por meio da internet, segundo a delegada Tanea. “Precisamos trabalhar muito isso nas nossas crianças, nos nossos adolescentes. Aquela história que estamos vendo muito nas redes sociais. Nós não deixamos nossos filhos conversar com estranhos na rua, como é que deixamos nossos filhos se relacionar virtualmente com tantas pessoas que não temos nem ideia de quem está do outro lado da tela”, reforça a delegada.

Ainda nesse sentido, a delegada Tanea menciona a questão dos nudes, com risco de as imagens chegarem à rede de prostituição e de pedofilia.  “ Quando começam a fazer print de foto, repassar, é difícil a gente buscar isso de volta. A gente até consegue a reparação criminal, mas recolher essa foto é quase que impossível”, ressalta a autoridade policial.

A delegada Tanea reforça o fato de casos não chegarem ao conhecimento da polícia por uma tentativa de resolução em âmbito familiar.

“O que não se consegue resolver em âmbito família porque precisa de todo um encaminhamento, além da parte criminal, também precisamos trabalhar esse trauma que ficou nessa criança ou nesse adolescente vítima do abuso. É um crime em que há muito silêncio. É bem difícil que ocorra as denúncias. Por isso, tenho uma preocupação muito grande. Dificilmente uma criança vai conseguir buscar auxílio para reparar esse dano que ela teve. Algumas vezes, ela representa isso em forma de desenho na escola, ou mudança de comportamento na escola e aí chega ao conhecimento da delegacia, mas na maioria dos casos é bem difícil”, menciona a delegada.

Denúncias anônimas podem ser feitas pelo WhatsApp da DPPGV, de São Luiz Gonzaga (55- 8454-0432).

Fonte: Rádio Missioneira

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