A confirmação de dois casos possivelmente autóctones de dengue, quando o contágio se dá no local onde o paciente reside, nos dias 21 de janeiro e 9 de fevereiro, acionou o alerta das autoridades de Saúde de São Luiz Gonzaga. O temor é que o provável surgimento de mais pessoas infectadas seja maior do que em anos anteriores.
Para falar do assunto e salientar a importância da conscientização e colaboração da comunidade, a secretária municipal de Saúde, Clari Ramborger, e o coordenador da Vigilância Ambiental em Saúde, Joel Santos, participaram do programa Jornal da Manhã desta quinta-feira. “A dengue é um problema recorrente e muito preocupante por já termos dois casos confirmados em menos de 45 dias do ano. Por isso temos de pedir a colaboração da comunidade para que mantenha casas, pátios e terrenos limpos e livres de pontos com água parada. Se conseguirmos controlar agora de início será mais fácil combater a proliferação do mosquito. É claro que teremos mais casos, mas temos de evitar que venhamos a registrar um grande número de doentes na cidade”, afirmou a secretária Clari.
Segundo Joel Santos, os dois casos já confirmados ocorreram nos bairros Presidente Vargas e Duque de Caxias. “Ao que tudo indica essas duas pessoas contraíram a doença dentro do município, então precisamos que a população entenda que é preciso eliminar focos de água parada e outras condições que possibilitem a proliferação do mosquito transmissor”, destacou. O coordenador informou também que São Luiz Gonzaga tem focos do mosquito em todos os bairros. “Temos essa realidade confirmada através de monitoramento feito pelas armadilhas instaladas em todo Município.” Santos também destacou que o Levantamento Rápido de Índices para aedes aegypti (Lira) da cidade aumentou. “Nosso Lira deu agora 1.9, enquanto que ano passado era de 1.5. Ou seja, aumentou e nos colocou em risco médio para a dengue, por isso precisamos agir agora.”
O coordenador da Vigilância em Saúde afirmou ter ainda outra preocupação. “Tivemos no Paraná o ressurgimento do tipo 3 da dengue, que é a forma mais agressiva da doença. Não há registros de tipo 3 aqui no Estado até o momento, mas isso deve ocorrer, portando todo o cuidado é pouco.”
FONTE: RÁDIO MISSIONEIRA