O diretor superintendente da Coopatrigo, Marcos Aurélio Pilecco, foi entrevistado nesta sexta-feira, dia 31, no programa Jornal da Manhã. Ele falou sobre a crise no agronegócio causada pela terceira estiagem registrada na Região das Missões em quatro anos. Segundo ele, as pancadas estão ocorrendo em baixo volume e em poucas áreas de plantio, resolvendo de forma isolada para um ou outro produtor e apenas de forma momentânea. “A região novamente está sendo afetada por problemas de clima. São quatro verões consecutivos com problema, três de seca e um de excesso de chuva, principalmente na soja. Está impraticável para o produtor”, destacou Pilecco.
Segundo ele, é cedo para quantificar as perdas, “mas têm cultivos que não tem mais volta, pois a planta tem seu ciclo que, se não for cumprido, ela não produz como deveria. A maior parte da área plantada entre 10 de novembro e 10 de dezembro passado sofre muito com a falta de chuva. No último levantamento na área da cooperativa a estimativa é de quebra média de 47% na produção”, afirmou o diretor da cooperativa. Pilecco também comentou que o plantio escalonado sempre foi orientação da Coopatrigo aos seus associados. “É prática recorrente na soja por exemplo. Porém, choveu em outubro e depois somente no fim de novembro. Quando pode plantar, o agricultor o fez. A situação é muito crítica.”
Já em área irrigada, Marcos Pilecco informou que não se tem registro de falta de água, “mas os reservatórios já sofrem e a situação tá ficando crítica também para que tem irrigação. Os rios já estão com níveis mais baixos também. A orientação é avaliar caso a caso, de cada lavoura, porque uma chuva naquele local deixa situação diferente de outro que não teve chuva. Por essas peculiaridades se faz necessário consultar um técnico sobre aplicação de produtos e controle de pragas.”
FONTE: RÁDIO MISSIONEIRA
FOTO: DIVULGAÇÃO/COOPATRIGO