A Medida Provisória nº 1.247, regulamentada pelo Governo Federal através da publicação do Decreto12.138, está sendo questionada por lideranças do setor agrícola do Rio Grande do Sul. Visando conceder desconto nas operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização contratadas por agricultores que tiveram perdas nos eventos climáticos extremos, a medida não atende a maioria dos produtores rurais missioneiros, por exemplo.
“Essa Medida Provisória ficou muito aquém daquilo que precisamos e necessitamos no Rio Grande do Sul”, disse Luis Fernando Cavalheiro Pires, assessor da Farsul, durante entrevista para o programa Jornal da Manhã nesta quarta-feira (14).
“Ela pega apenas a questão dos créditos dos juros controlados, ou seja, aqueles que vieram anunciados no Plano Safra, não pegando os juros livres, os créditos que o produtor negocia diretamente com o banco. Ficou restrito, também, a Pronaf e a Pronamp e o produtor, que já usou o seguro, não pode acessar nada, sendo que o próprio seguro do Pronaf não conseguiu equacionar e cobrir o rombo desta safra, que dirá dos rombos do passado”, avaliou Luis Fernando.
Segundo ele, novas medidas concretas precisam ser emitidas, de forma que contemple os agricultores que foram prejudicados em safras passadas, atingidas por estiagem, por exemplo. A Farsul pede a prorrogação de dívidas por 15 anos, com dois anos de carência e juros de 3% ao ano.
Rádio Missioneira