Foi concluído nesta segunda-feira (10), o inquérito da
operação Conexão, deflagrada em 12 de junho. A Polícia Civil indiciou 29
pessoas por tráfico e associação para o tráfico de drogas; sete pelo crime de
organização criminosa e três por receptação.
Os procedimentos somam oito inquéritos, sendo o maior dele
com seis volumes e mais de 1,1 mil páginas. Também foram remetidos ao Judiciário
dois atos infracionais e cinco termos circunstanciados. A investigação, coordenada pela delegada Tânea Bratz durou
seis meses e resultou em 33 presos, além de uma menor apreendida.
Presos comandavam o tráfico
O início dos trabalhos se deu a partir do grande número de
furtos na região. A polícia observou que todos tinham o mesmo “modus operandi“.
A investigação descobriu que os delitos tinham relação com receptações e
tráfico de drogas. No decorrer dos seis meses, 10 pessoas foram presas em
flagrante, sendo três por furto e sete por tráfico.
Conforme a delegada, muitos indivíduos continuavam os crimes
mesmo de dentro dos presídios. Eles coordenavam outras pessoas para realizarem
as atividades ilícitas relativas ao tráfico, bem como “encomendando”
objetos para serem furtados e pagos com drogas. Um dos presos preventivamente na operação Conexão já estava encarcerado por homicídio qualificado, ocorrido em outubro do ano passado. Israel Marques, de três anos, foi morto com bala perdida na Vila Auxiliadora.