O sistema responsável pelo temporal que castigou Giruá na noite de quarta-feira (15), matando uma pessoa e ferindo outras 57, tem um nome pouco conhecido do público, mas que é estudado há muito tempo por meteorologistas do Brasil e do exterior pelo seu alto potencial de impactos. Trata-se do Complexo Convectivo de Mesoescala (CCM).
O fenômeno é um grande aglomerado circular e de longa duração de nuvens muito carregadas, de grande desenvolvimento vertical, que podem atingir de dez a vinte quilômetros de altura. Estes aglomerados são identificados a partir de imagens de satélite, e costumeiramente provocam chuva forte a intensa e tempestades.
O nome complexo decorre do fato de serem muitas áreas de tempestade reunidas em um mesmo sistema e que podem provocar chuva volumosa e tempestades fortes a severas de vento e granizo, não raro com fenômenos mais extremos como tornados e microexplosões atmosféricas.
Em síntese, o que causou o violento temporal em Giruá foi um sistema comum na primavera e verão nas latitudes médias da América do Sul, que se caracteriza como um aglomerado de nuvens de tempestade, cuja formação costuma se dar à noite, sob atmosfera quente e úmida.
Fonte: MetSul Meteorologia