A partir de registros realizados na Polícia Civil em Santo Antônio das Missões, teve início o trabalho investigativo que culminou na Operação Trapaça. Na ação policial, deflagrada na manhã desta quarta-feira (12), são cumpridos mandados no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo. O intuito do trabalho conjunto, coordenado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), de São Luiz Gonzaga, é desmantelar um grupo criminoso que teria lesado centenas de vítimas com sistema de falsos investimentos.
Conforme os delegados Heleno dos Santos, titular da Draco, e o Gerson de Assis, titular da Delegacia de Polícia de Santo Antônio das Missões, várias vítimas procuraram a Polícia Civil, reclamando de uma empresa que prometia investimentos no mercado de ações com a promessa de altos ganhos.
A polícia judiciária ressalta que, tão logo, foi instaurada investigação policial e iniciaram-se as apurações, identificando, em poucos dias, 11 dos principais integrantes do grupo criminoso. Além da identificação dos criminosos, as investigações também se concentraram na identificação do patrimônio obtido pelos golpistas com o dinheiro desviado das vítimas e o bloqueio das contas bancárias e imóveis adquiridos pelos criminosos. Tais medidas, segundo destaca o delegado Heleno, tem por objetivo propiciar que as vítimas busquem o ressarcimento pelos danos sofridos.
A Polícia Civil estima que o grupo criminoso tenha lesado mais de 4 mil vítimas nos estados do RS, SC e SP, causando prejuízos que superam a cifra dos R$ 20 milhões. Até o momento, apurou-se que os criminosos converteram cerca de R$ 2 milhões desviados das vítimas em veículos automotores, sendo que 19 desses veículos são objetos de busca e apreensão pela Polícia Civil.
Vítimas evitam procurar a Polícia Civil
Os delegados Heleno e Gerson perceberam que a grande parte das vítimas sente medo ou até vergonha de procurar a Polícia Civil. Com a prisão e publicidade do caso policial, acreditam os delegados que as vítimas se sentirão mais confiantes e a tendência é de que os registros policiais aumentem.
Cerca de pouco mais de 50 vítimas já efetivaram registros de ocorrência policial nos estados do RS, SC e SP, o que significa que a maioria das vítimas ainda não efetivou a devida e necessária comunicação policial. Salienta-se que o registro de ocorrência policial é um valioso instrumento de prova para a devida responsabilização criminal dos golpistas, possibilitando, ainda, o ressarcimento mais rápido e efetivo das vítimas.
A Polícia Civil do RS esclarece que o registro de ocorrência pode ser feito pela Delegacia On-Line: www.delegaciaonline.rs.gov.br
Com informações da Polícia Civil