A desocupação imediata de áreas do Horto Florestal de São Luiz Gonzaga e adjacências, previstas em processo de reintegração de posse ganho pela Prefeitura, está temporariamente suspensa.
É o que afirmou a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul na tarde desta quarta-feira (28), em providência extrajudicial. A medida ocorreu após reunião, que contou com a presença do prefeito Sidney Brondani. Também participaram moradores afetados e os vereadores Ana Barros e José Luis Terra Vieira.
Segundo a Defensoria Pública, os moradores receberam notificação para desocupação da área em, no máximo, 60 dias. Durante a reunião, as partes acordaram no sentido de realizar uma audiência no Judiciário, com a presença do Ministério Público, para a realização de um acordo, a fim de ocorrer o recadastramento das famílias que ocupam a área do Horto Florestal, além de definir os lotes e as famílias que, de fato, lá permanecerão.
Ainda, segundo a Defensoria, o prefeito manifestou que sua intenção é resolver o problema e realocar as famílias, seja no mesmo local ou em uma área menor, com loteamento ordenado e com a condição de que famílias que lá permanecerem façam o reflorestamento da área, com a plantação de Eucaliptos.
Desta forma, o órgão solicitará imediatamente a audiência e suspende os mandados de desocupação da área até a realização da solenidade.
A alegação da Prefeitura de São Luiz Gonzaga é de que os terrenos do Horto Florestal foram ocupados de forma irregular, já que o local se enquadra como uma Área de Preservação Ambiental. Nesta quarta-feira (28), cerca de 70 moradores afetados realizaram uma mobilização na cidade. Eles foram recebidos na Câmara de Vereadores e pelo prefeito Sidney Brondani no Gabinete.

Rádio Missioneira