O governo do Estado anunciou, em cerimônia realizada nesta segunda (17), a criação de 30 novos Centros de Atendimento em Saúde especializados em casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o edital para a seleção de propostas técnicas para a implementação das unidades. O ato ocorreu na sede da Procergs, em Porto Alegre, com a presença do governador Eduardo Leite e da secretária da Saúde, Arita Bergmann.
Em tom de comemoração, para falar sobre o anúncio, participou do programa Jornal da Manhã desta terça-feira (18) o deputado estadual Eduardo Loureiro (PDT). De acordo com ele, houve uma contemplação do que já havia sido solicitado ao governador, inclusive durante a realização de uma audiência pública, na semana passada, para avaliação da lei que instituiu no Estado, em 2019, uma política para pessoas com autismo. Ainda conforme o delegado, o Estado contará com 18 centros de saúde dos autistas até julho deste ano.
“Essa lei resultou na implantação do programa TeAcolhe. Hoje, temos 30 centros regionais de referência ao autismo, com equipes especializadas, atuando em todo o Rio Grande do Sul, em outros sete centros macrorregionais. Isso já é uma realidade, mas nos últimos tempos, nos debates realizados e nesta audiência pública na semana passada, ficou muito clara a necessidade de avançarmos principalmente na ampliação do atendimento à saúde das pessoas que têm autismo e também na assistência às suas famílias”, comenta o deputado.
Investimento
Para a implementação dos centros, serão destinados R$ 2,1 milhões mensais em recursos pelo Estado, sendo R$ 70 mil para o custeio de cada uma das 30 unidades. A proposta prevê que cada um dos serviços tenha capacidade para beneficiar 150 usuários, chegando a 1.200 atendimentos por mês com equipes multidisciplinares de profissionais qualificados em TEA. Em um primeiro momento, serão habilitados 18 centros dos 30 que estão previstos.
Como parte da rede do TEAcolhe, os centros vão oferecer atendimento especializado, reduzindo o tempo de espera das famílias. Os locais, apesar de contarem com equipe multidisciplinar, não substituirão os centros de referência macrorregionais e regionais implementados desde o lançamento do programa em 2021. Eles continuarão a qualificar a rede intersetorial, mantendo o matriciamento (processo de construção compartilhada e de criação de propostas de intervenção pedagógico-terapêutica) dos serviços nos municípios, bem como o atendimento dos casos severos.
Rádio Missioneira/ Com informações do Palácio Piratini
Foto: Redes Sociais deputado Eduardo Loureiro