Um aumento do número de engasgos de bebês é registrado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS), no Rio Grande do Sul. Nos primeiros três meses deste ano, foram 16 ocorrências. O número representa mais da metade (51,6%) do total de chamados de 2022, quando foram 31 atendimentos.
Diante dos riscos de complicações e morte, a corporação reforça as orientações para lidar com esse tipo de emergência. Mesmo cercados de todos os cuidados, os bebês podem acabar se engasgando quando menos se espera, com o próprio leite materno, medicamentos, pequenos brinquedos e outros objetos. O engasgo é uma manifestação do organismo para expelir um elemento que tomou um “caminho errado” durante o ato de engolir. Assim, é necessário expulsar o corpo estranho e desobstruir as vias respiratórias.
A soldado Koch, que integra o CBMRS e também é graduada em enfermagem, explica o passo a passo para o desengasgo de bebês. O processo envolve manobras específicas e exige alguns cuidados. Embora se trate de uma situação delicada, a primeira dica é manter a calma.
Passo a passo
“Coloque o bebê de bruços em cima do seu braço, mantendo a cabeça um pouco mais inclinada para baixo. Com a palma da mão, dê cinco tapas no meio das costas, empurrando para a frente. Vire o bebê de barriga para cima em seu braço e efetue, com dois dedos, mais cinco compressões entre os mamilos. Por se tratar de um bebê, a força aplicada deve ser moderada. A manobra deve ser realizada até que a criança chore, consiga expelir o que está obstruindo a respiração ou até a chegada do serviço de emergência”, explica Koch.
Os primeiros socorros devem ser realizados até que seja possível o atendimento especializado. “Mesmo que o adulto consiga desobstruir sozinho as vias aéreas do bebê, é importante procurar o serviço médico”, acrescenta a militar.
Nesses casos, além do 193, do Corpo de Bombeiros Militar, também podem ser acionados os serviços de emergência da Brigada Militar (190) e do Samu (192).
Foto: Luís André/Secom
Fonte: Palácio Piratini