Os roubos a estabelecimentos bancários tiveram uma redução drástica nos últimos anos no Rio Grande do Sul. Na região das Missões, no que se refere à área de abrangência da 27ª região policial e do 14° Batalhão de Polícia Militar (BPM), com sede em São Luiz Gonzaga, o último crime do tipo ocorreu em Porto Xavier, em abril de 2019. Ano em que, no estado, 52 ocorrências foram enquadradas dessa forma. O número, em 2022, caiu para cinco, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Um cenário positivo que é avaliado como reflexo também da integração das forças de segurança.
A mudança de postura das polícias no enfrentamento desse tipo de crime, com a intensificação desse trabalho integrado, é apontada como um dos motivos para essa retração da criminalidade, conforme o delegado da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Heleno dos Santos. Para ele, a ação policial no assalto ao banco em Porto Xavier pode ser considerada um marco nesse combate, com a adoção de uma postura mais ofensiva.
“Eu percebo que depois disso houve uma troca maior de informações entre as polícias. Foram criados, inclusive, grupos de conversação, de troca de ideias, foram ministradas as experiências que ocorreram em alguns cercos policiais para outros policiais. Qualificou a atuação da polícia nesse sentido”, ressalta o delegado.
Além disso, o titular da Draco reforça também o aparelhamento, por meio da criação de delegacias de repressão às ações criminosas organizadas no interior do estado, como relevante para a redução a assaltos a banco. Em São Luiz Gonzaga, a delegacia foi instalada em 2019.
Brigada Militar e Operação Angico
Ainda no que se refere ao combate do crime de roubo a estabelecimentos bancários, a Brigada Militar, por meio do Setor de Inteligência, busca identificar pontos e locais passíveis de possibilidade desse crime, na esfera da Operação Angico. O trabalho continuado abriga todos os órgãos especializados da instituição no Rio Grande do Sul, de acordo com o comandante do 14° Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Eduardo dos Santos Brum.
“A partir daí, desencadeia uma série de operações, para estar com as tropas especializadas já próximas desses locais e, se caso acontecer a ocorrência, fazer a repressão qualificada, mas, no mais das vezes, o trabalho é de prevenção a evitar que isso aconteça”, explica o comandante do 14° BPM, ao exemplificar que, em 2020, houve informações de que poderia ter ocorrência desse porte na região. Imediatamente, o policiamento de choque realizou o suporte, sendo a situação eliminada, de forma preventiva.
Em um panorama com operações preventivas já sendo realizadas na Brigada Militar, o que alterou, a partir dessa ação policial no assalto à agência bancária em Porto Xavier, foi a forma de realização do cerco e de um trabalho pós-ocorrência, conforme o comandante.
“Essa ocorrência passou a ser estudada e passou a ter uma doutrina de policiamento de combate em um trabalho pós-ocorrência em Porto Xavier e com cerco em Campina das Missões”, explica o major Brum.
O comandante reforça também a operação de domínio de cidades, com a realização de simulados desse tipo de ocorrência em cidades maiores, como é o caso de Santo Ângelo. Mesmo não tendo sido registrado ocorrência desse vulto, as forças de segurança pública trabalharam em conjunto nesse exercício para pronta resposta nesse tipo de ocorrência.
De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública, em 2019, foram 52 das chamadas ocorrências bancárias no Estado, no que se refere a roubo. Nos anos de 2020 e 2021, foram 13 casos. Já em 2022, o número caiu para cinco. Nesses dados, a SSP leva em consideração os roubos a estabelecimento bancário, a estabelecimento bancário com lesões e a posto bancário.
Rádio Missioneira
Fotos: Arquivo e Rádio Missioneira
“Eu percebo que depois disso houve uma troca maior de informações entre as polícias. Foram criados, inclusive, grupos de conversação, de troca de ideias, foram ministradas as experiências que ocorreram em alguns cercos policiais para outros policiais. Qualificou a atuação da polícia nesse sentido”, ressalta o delegado.
“A partir daí, desencadeia uma série de operações, para estar com as tropas especializadas já próximas desses locais e, se caso acontecer a ocorrência, fazer a repressão qualificada, mas, no mais das vezes, o trabalho é de prevenção a evitar que isso aconteça”, explica o comandante do 14° BPM, ao exemplificar que, em 2020, houve informações de que poderia ter ocorrência desse porte na região. Imediatamente, o policiamento de choque realizou o suporte, sendo a situação eliminada, de forma preventiva.