Rádio Online

Clique e confira

(55) 3352-4141

Fale conosco!

Rua Júlio de Castilhos 2236, Centro, São Luiz Gonzaga, RS

Há 10 anos, incêndio na Boate Kiss vitimava missioneiros no auge da juventude

Nesta sexta-feira (27), o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, completa 10 anos. A tragédia que vitimou 242 pessoas, feriu mais de 600 e chocou o mundo, foi sentida de perto por várias famílias das Missões. O caso, que ainda causa comoção, acabou ceifando com a vida de missioneiros no auge da juventude.

Três jovens tinham famílias são-luizenses e forte ligação com a cidade: João Renato Chagas de Souza, Kelli Anne Santos Azzolin e Maria Mariana Rodrigues Ferreira. Outros três, de Santo Antônio das Missões: Bárbara Moraes Nunes, Luciane Moraes Lopes e Douglas da Silva Flores.

A cidade de Santo Ângelo perdeu cinco de seus jovens: Vinícius Uggeri, Benhur Rodrigues, Lauriane Salapata, Fernando Parcianello e Matheus Engers Rebolho, que também possuía forte ligação com São Luiz Gonzaga.

Emili Contreira Nicolow e Wicton Schmitz, moradores de São Borja, também perderam a vida na tragédia.

O CASO

O drama começou por volta de três horas da manhã do dia 27 de janeiro de 2013, quando o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, acendeu um objeto pirotécnico dentro da boate, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

A espuma do teto foi atingida por fagulhas e começou a queimar. A fumaça tóxica fazia as pessoas desmaiarem em segundos. O local estava superlotado, não tinha equipamentos para combater o fogo, nem saídas de emergência suficientes. Morreram pessoas que não conseguiram sair e outras que tinham saído, mas voltaram para ajudar.

O delegado regional de Santa Maria, Sandro Luiz Mainers, contou que o pânico se instalou quando a fumaça se espalhou e a luz caiu. As pessoas não sabiam como fugir.

“E isso fez com que algumas pessoas enganadas por duas placas luminosas que estavam sobre os banheiros da boate corressem na direção dos banheiros e não na direção da porta. Então, houve um fluxo e um contrafluxo. Algumas corriam para o banheiro e outras tentavam correr na direção da porta de entrada. Isso fez com que muitas pessoas morressem porque algumas acabaram sendo derrubadas, algumas caíram”, relatou.

Além da falta de sinalização, quem tentava sair esbarrava nos guarda corpos que serviam para direcionar as pessoas ao caixa da boate, disse o delegado. “E os guarda corpos foram determinantes até porque nós encontramos corpos caídos sobre estes guarda corpos”, afirmou.

RESPONSABILIDADE

Os quatro réus pelo caso chegaram a ser condenados em dezembro de 2021, mas a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) anulou o júri após acolher parte dos recursos das defesas.

O julgamento, realizado em agosto de 2022, terminou com o placar de dois votos a um para reconhecer a anulação. Enquanto o relator, desembargador Manuel José Martinez Lucas, afastou as teses das defesas, os desembargadores José Conrado Kurtz de Souza e Jayme Weingartner Neto reconheceram alguns dos argumentos dos réus.

Com a anulação, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, sócios da boate, Marcelo de Jesus, vocalista da banda, e Luciano Bonilha, auxiliar da banda, foram soltos no mesmo dia.

Atualmente, o processo aguarda a conclusão de diligências para que a 2ª Vice-presidência do TJ-RS decida se admite os recursos movidos pela acusação e pelas defesas. Entre eles, estão pedidos de retomada do julgamento na 1ª Câmara Criminal e da prisão provisória dos réus. Se os recursos forem admitidos, eles seguirão para análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Rádio Missioneira | Com informações da Agência Brasil e G1 

IMPORTANTE: Não autorizamos a reprodução de conteúdo em outros sites, portais ou em mídia impressa, salvo sob autorização expressa.

toto 5000
sdtoto
agen togel
bandar togel terpercaya
toto slot88
situs toto
togel deposit 5000