O golpe do falso financiamento, que há anos não era mais constatado pela Polícia em Porto Xavier, voltou à cena. Na ação, em uma das formas de atuação, o criminoso faz contato com a vítima, oferecendo empréstimo, alegando que não há consulta ao SPC e ao Serasa e com índices de juros abaixo dos praticados.
Após o aceite da vítima, há a solicitação de pagamento antecipado de um imposto, IOF. “Geralmente o banco cobra esse IOF, que é o Imposto sobre Operações Financeiras. Só que o IOF é imbutido no próprio financiamento. Não é cobrado antes”, explica o delegado Anderson Pettenon.
Ainda conforme Pettenon, um PIX e solicitado à vítima como forma de pagamento pelo imposto fraudulento. Nisso que consiste o golpe dos criminosos. Os valores geralmente são repassados a “laranjas”, que são comparsas dos criminosos.
Cuidados com o aplicativo WhatsApp.
Outro golpe também comum e aquele em que o criminoso “sequestra” o WhatsApp da vítima que, sem saber, acaba fornecendo um código de segurança do aplicativo ao criminoso.
Após isso, ele se passa pela vítima a fim de pedir dinheiro aos contatos da rede social.
No intuito de evitar que o WhatsApp seja clonado e contatos possam ser induzidos a esse erro, a configuração o WhatsApp em duas etapas é uma medida que pode evitar o golpe e proteger o aplicativo de mensagens de tentativas de invasão.
Sobre o estelionato no Código Penal
Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.
Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa
A pena é de reclusão, de quatro a oito anos, e multa, se a fraude é cometida com a utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiro induzido a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou envio de correio eletrônico fraudulento, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo.
Rádio Missioneira