O número de pessoas que podem ter sido vítimas de um golpe que está sendo apurado pela Polícia Civil de Caibaté aumentou no decorrer do trabalho de apuração. O suspeito é quem ocupava cargo de gerência de um estabelecimento comercial localizado na cidade. Enquanto no início de novembro se trabalhava com 13, agora, passa de 20, de acordo com o delegado que está à frente do caso Afonso Stangherlin.
Recentemente, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa onde o suspeito morava. A expectativa é de que o inquérito possa ser concluído ainda em janeiro, sendo remetido ao Poder Judiciário.
“Um parente disse que ele estaria residindo em outra cidade da região. Foram apreendidos uma furadeira, mais alguns documentos relativos a prestações que deveriam ser pagas, que vinculam essa pessoa materialmente ao fato”, diz Stangherlin.
No que se refere à mudança de endereço, a Polícia Civil busca a confirmação. Caso o mesmo esteja em local incerto e não sabido, esse é motivo para que seja pleiteada até uma prisão preventiva, conforme o delegado.
“Agora, se ele mudou, está em lugar certo, com acesso para eventual interrogatório, nós então estaremos fazendo a notificação para ele comparecer e ele ser interrogado, se manifestar acerca dos fatos”, comenta o delegado.
Segundo Stangherlin, os prejuízos apurados passam dos R$ 60 mil, com grande parte dos registros consistindo em empréstimos que giram de R$ 2 mil a R$ 4 mil. Ainda segundo ele, o trabalho da Polícia começou a partir da própria loja que constatou o comparecimento de pessoas com débitos que não haviam contraído e compras não realizadas.
“Duas e três vítimas indicadas e, a partir disso, acabou aumentando esse leque. Estamos trabalhando com estelionato, que é induzir em erro alguém para obter vantagem ilícita, quer dizer o que, essa pessoa induziu a própria loja em erro e também as pessoas que não contraíram empréstimos, nem compraram algumas coisas, foram induzidas para que ele recebesse esse dinheiro. Por vezes, ele simulava alguma compra de alguma geladeira, alguma televisão e se apropriava do dinheiro, mas também ele contraía empréstimo em nome dessas pessoas e se apropriava do dinheiro em caixa”, explica o delegado.
Rádio Missioneira