A Penitenciária Estadual de São Luiz Gonzaga vai receber
amanhã (10) reforço para o transporte de 15 presos da operação Fruto Proibido.
Eles possuem audiência marcada no fórum amanhã, a partir das 13h. A preocupação, era se haveriam
profissionais suficientes para o transporte.
Conforme a lei, cada preso precisa de dois agentes para o
transporte, para garantir a segurança da população e dos apenados no trajeto.
Com o efetivo local, não seria possível o transporte. Por ser um dia de
visitas, o número é ainda mais reduzido, já que é necessário reforço na segurança
do presídio.
Por lei, os apenados têm direito a participar de todas as
audiências do processo criminal a que respondem. Segundo a Susepe, o custo de transporte e
segurança para cada audiência chega a R$ 540. No estado, são realizadas 50 mil
por ano, com custo total de quase R$ 30 milhões.
O delegado Jair Félix, da 3ª Delegacia Penitenciária
Regional, com sede em Santo Ângelo, garante que serão utilizados profissionais da região no
serviço. “Está garantido que o transporte será realizado, temos abrangência em
10 municípios para suporte nesses casos”, informou à reportagem da Rádio
Missioneira.
Operação padrão
Como agravante, agentes da Susepe estão em operação padrão. A
ação foi deflagrada após o parcelamento dos salários pelo sexto mês
consecutivo. A classe integrou protesto dos servidores na semana passada.
Os profissionais alertam para a falta de servidores e o
lotação dos presídios gaúchos. Conforme números oficiais da Associação dos
Monitores e Agentes Penitenciários do RGS (Amapergs), existe um déficit de 2,5
mil agentes. Ao todo, são cinco mil agentes para 33 mil presos, divididos em
100 unidades prisionais.
Em São Luiz Gonzaga, trabalham de cinco a seis servidores por
dia, enquanto o ideal seria ter de oito a 10 agentes por dia. Atualmente o
presídio está com aproximadamente 180 presos, enquanto a capacidade do local é
de 120. Nos últimos meses, o número de apenados aumentou, devido às prisões da
operação Fruto Proibido e também da operação Origami, deflagrada no final de
julho.
A Operação Fruto
Proibido
Deflagrada em março, a operação Fruto Proibido prendeu 15
pessoas, suspeitas com envolvimento em prostituição na cidade. O trabalho de
investigação, coordenado pela delegada Elaine Schons, iniciou em novembro do
ano passado.