O número de medidas protetivas praticamente dobrou, de acordo com dados da Delegacia de Polícia de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPPGV), em São Luiz Gonzaga. Enquanto no ano passado, a média ficava entre 20 e 25 por mês, em fevereiro e março deste ano, foram entre 40 e 45 mensais. Nesse cenário, surge o debate se há mais casos de violência doméstica ou se as vítimas estão buscando mais pela delegacia para registro.
Pela experiência do dia a dia, a delegada que responde pela DPPGV, Tanea Bratz, acredita que esteja ocorrendo um acréscimo tanto no que se refere à violência doméstica em relação à mulher, quanto ao idoso, à criança e ao adolescente. Nesse panorama, a autoridade policial ressalta a importância da educação.
“ Como serão os filhos dos pais agressores? Com certeza, reproduzirão essa violência de uma forma ou de outra. Então, nós precisamos trabalhar essas crianças para que o amor, os bons sentimentos, sejam maiores do que as dores, do que o sofrimento. Precisamos muito repensar a prevenção. Nós estamos, hoje, conseguindo atuar só na repressão da violência de gênero, enfim, de todas as formas de violência contra grupos vulneráveis. Precisamos evitar que essa violência aconteça, trabalhando na base”, menciona a delegada.
Violência psicológica
Pelas situações atendidas na DPPGV, o número de casos de violência psicológica, com ameaças, é superior ao da física, com agressões. Isso em um contexto em que a violência, via de regra, apresenta uma escalada, com início em ofensas e ameaças, até chegar a agressões físicas. A delegada comenta também sobre a violência neste âmbito, no que se refere ao meio virtual.
“Temos um número maior de violência psicológica. Só que está mudando muito. Hoje, temos o que se chama de estupro virtual. Então temos muitos crimes pelas redes sociais. É outra forma de trabalho, de investigação. Talvez por isso também os números estão aumentando, porque o acesso é muito fácil, se esconder atrás de uma tela para fazer uma ameaça, mas gera procedimento, gera processo”, explica a delegada.
Telefones úteis
- 190: Brigada Militar
- 197: Polícia Civil
- 180: Disque-denúncia de atendimento à mulher
- Escuta Lilás: 0800 541 0803
Rádio Missioneira