Ocorreu
ontem (21), Uri - São Luiz Gonzaga, um encontro que debateu o Zoneamento
Ecológico-Econômico do Rio Grande do Sul. O encontro contou com participação de
sindicatos rurais de toda a região, representantes da Federação da Agricultura
do Rio Grande do Sul Farsul, e demais
entidades rurais.
Em
entrevista ao Jornal da Manhã o tesoureiro do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Paulo Henrique Pires, que participou
do encontro, falou sobre o programa. De acordo com ele, o zoneamento é um
programa que integra a Política Nacional de Meio Ambiente, e que este é regulamentado por um decreto
que delimita ser de incumbência de cada Estado a execução do programa.
Ele
explicou que no Rio Grande do Sul o zoneamento é desenvolvido pela Secretaria
de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, juntamente com uma empresa
contratada para desenvolvimento do estudo. Segundo Paulo, o zoneamento visa ser uma
ferramenta de suporte ao planejamento e ordenamento territorial do Estado, e assim, busca possibilitar a
gestores públicos e a sociedade ter conhecimento sobre as peculiaridades,
vulnerabilidades e potencialidades do cada região do Estado.
Declarou
que com a ferramenta, as políticas públicas e a iniciativa privada poderão
identificar as melhores oportunidades de
investir. O mesmo deve servir como um sistema que facilita que o Estado norteie
suas decisões em relação a futuros investimentos.
Explicou
que a primeira parte do programa já realizada foi um pré-diagnóstico, que busca
levar para a comunidade como o zoneamento será executado e, através do encontro
também identificar anseios da comunidade. Paulo reforçou que a segunda fase do
programa é ainda mais importante, uma vez que nela há o confronto de dados já
existentes, coletados pela sociedade e por entidades, com os dados atuais
levantados através do zoneamento. A partir daí será possível fazer debates e
ponderações necessárias. Disse que é preciso que o levantamento atual seja
fidedigno e correto para garantir a eficiência do programa. "Será preciso estar atento as dados apresentados, eles não podem
divergir da realidade. Isso irá assegurar que o programa realmente agregue",
falou.
Ressaltou
que o programa pode apresentar deficiências em diversas áreas, como no
abastecimento de energia elétrica, logística e condições de vias para
escoamento de safra, melhorias na distribuição telefônica e de internet no meio
rural, entre outras. ?Esperamos que o
programa possa suprir seus objetivos e diagnosticar
carências e oportunidades parta assim chegar a um denominador comum. Desse modo
o zoneamento poderá ser uma ferramenta de desenvolvimento para o Estado?,
concluiu. A segunda fase do zoneamento deve ocorrer no dia 20 de junho, em
Santa Rosa.
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