Participou do Jornal da Manhã o presidente da Fecoagro, Paulo Pires, oportunidade em que avaliou a Expodireto e falou a respeito da comercialização do trigo. Para o opresidente essa foi à edição da feira mais intensa em todos os
termos, desde tecnologias apresentadas até ao público presente. Paulo argumenta que a Expodireto se consolida cada vez mais. Declarou que agronegócio tem sido revolucionado, a modo que apresente diversos
avanços para potencializar a produtividade.
Ele também falou sobre as demandas dos produtores em relação
ao setor público que não sinaliza as políticas que os agricultores esperam, uma
vez que não há propostas de governo que apresentem soluções ou alternativas que
solucionem os problemas apresentados pelos produtores. "Acredito que as
entidades devem enfrentar essa realidade. O
Estado tem uma produção muito forte e de qualidade, mas enfrenta graves
problemas quanto a comercialização", disse.Destacou que as entidades devem
representar seus associados e lutar pelo direito dos mesmos.
Conforme Paulo, o Estado não
irá resolver os problemas de produtividade
e de comercialização. Exemplificou isso, ao citar que não há Governo para
comprar o trigo. Enfatizou que o mercado internacional não é favorável, a modo
que o interno se torna justo, com
formação de preços claros, porém ainda assim é uma decepção ao produtor. "Não é
possível plantar um produto e na hora de comercializá-lo, ele ser
desvalorizado", destacou.
Para o presidente é preciso haver o monitoramento da importação
do trigo, bem como políticas de Estado e redução de juros para a agricultura.
Reafirmou que é preciso que as entidades defendam os direitos e interesses
públicos. Para ele, aqueles que poderiam resolver os problemas de
comercialização do país, não terão como o fazer agora.
De acordo com ele, é preciso haver cooperativismo em relação
ao trigo. "Na cultura do trigo, produzimos duas vezes e meio a mais do que consumimos. Precisamos
industrializar mais. Precisamos grande investimentos das indústrias de trigo.
Precisamos de um central de cooperativas como no modele CCGl. Precisamos ser
exportar de trigo para norte e nordeste, ou outros países para mantermos a produtividade
dessa cultura", destacou. Argumentou que o Governo não conseguirá resolver os
problemas através de leilões e outros, a modo que é preciso contextualizar o
modelo e se inserir no mercado de forma
séria e dinâmica, a modo que defenda interesses dos agricultores.
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