SÃO LUIZ GONZAGA

São Luiz Gonzaga, RS, Brazil

Operação Copa: policiais de São Luiz Gonzaga contam suas experiências no mundial

  • 28 de julho de 2014

A Copa do Mundo foi um dos eventos que mais movimentou o país nos últimos anos. Milhares de turistas visitaram o país durante os jogos. No Rio Grande do Sul, a capital Porto Alegre sediou cinco partidas do mundial. A cidade ficou repleta de pessoas de todo o mundo. Garantir a segurança dos visitantes e dos moradores da cidade foi o papel dos policiais civis e militares que participaram da Operação Copa.

Entre os centenas de policiais que atuaram durante 50 dias na capital, região Metropolitana e cidades estratégicas como Gramado, estavam diversos profissionais de São Luiz Gonzaga a região. A reportagem da Rádio Missioneira conversou com alguns dos policiais que tiveram a oportunidade única de trabalhar durante a Copa do Mundo no Brasil.

Rotina diferente da Delegacia Regional

Para o inspetor Luis Costa, foi uma rotina diferente da qual está acostumado. Na Delegacia Regional de São Luiz Gonzaga, ele é responsável por atividades administrativas. Em Porto Alegre, Costa fez parte de uma equipe de 10 policiais e dois delegados que trabalharam diretamente com o público.

Fluente na língua espanhola, ele pode treinar ainda mais o idioma, uma vez que a cidade recebeu diversas turistas. Nos poucos períodos de folga, Costa também aproveitou para participar das festas na capital. Para Luis, foi uma experiência única atuar na segurança dos turistas de Porto Alegre na Copa do Mundo.

O cozinheiro da turma

Vanderlei Oliveira, que trabalha na Delegacia de Pronto Atendimento de São Luiz Gonzaga, também atuou nos dias de jogos em ocorrências relacionadas ao evento ou que envolvessem estrangeiros. Nos dias em que não havia jogos, Vanderlei atuava no registro de outras ocorrências dentro da área de ação da Polícia Civil.

Ele conta que o local de trabalho era distante de restaurantes, o que os obrigou a improvisar almoço e janta, uma vez que os plantões eram de 24 horas. ‘’ Não sou lá essas coisas na cozinha, porém não morro de fome, no aperto dou um jeito nas panelas e providencio alguma coisa, foi o que fiz, também, contei com a ajuda de outros colegas que gostavam da cozinha e nos revezávamos quando de serviço.’’ Quanto à diversão na capital, ele conta que a chuva em diversos dias atrapalhou, mas que nas horas de folga foi possível passear e confraternizar com os novos amigos.

‘’Gaúchos receberam muito bem os visitantes’’

Mauro Vargas é de Santiago e atua na Delegacia de Pronto de Atendimento de São Luiz Gonzaga. Na capital, Mauro trabalhou na Central de Polícia Civil e Interagências, criada exclusivamente para a Copa. O policial teve contato direto com turistas de todo o mundo. ‘’O povo gaúcho recebeu muito bem todos os visitantes’’, destaca.

Mauro também não teve a possibilidade de assistir aos jogos nos estádio, mas nos períodos de folga participou de festas na capital. Ele também considera a experiência única que levará para o resto de sua vida e fica contente pelo trabalho ter ocorrido dentro da normalidade.

Mulheres também atuaram no policiamento

Nascida São Nicolau, a policial Marli Beatriz Moura Stangherlin atua na Delegacia de São Paulo das Missões. Apaixonada pelo trabalho na Polícia Civil, ela considera um passo importante em sua carreira os dias que atuou na Operação Copa. Em relação à cidade, disse que Porto Alegre se tornou uma cidade ainda mais interessante. ‘’Porto Alegre tornou-se uma miscigenação de etnias, de cores e línguas’’, salienta.

Marli continua fazendo reforço policial na capital. Ela foi convidada pela Chefia de Polícia para atuar na 1ª Delegacia da Mulher-Palácio da Polícia. Após o período do reforço, ela voltará à Delegacia em São Paulo das Missões, local onde considera ser a sua casa. ‘’Porto Alegre é apenas uma passagem, onde adquiro uma bagagem enorme de experiências’’, finaliza. A policial Luana Teixeira, atualmente em férias também integrou a equipe feminina de policiais que atuaram no policiamento.

No frio e charme de Gramado

Das cidades que não receberam jogos, Gramado foi a cidade brasileira que mais recebeu turistas. O município teve sua segurança reforçada com oito policiais. Entre eles estava Edison Lisboa, que atua na Seção de Investigação em São Luiz Gonzaga.

Em Gramado, ele atuou na investigação de ocorrências e policiamento nas ruas. Ele teve o privilégio de participar da escolta do presidente de Honduras que ficouhospedada na cidade.

‘’As recordações desta experiência ficara sempre marcado em minha mente, um ensinamento e tive a oportunidade de ter e isso devo agradecer a minha instituição que confiou em mim para esta missão’’, diz.

O policial dá um conselho, principalmente aos jovens, que aprendam a falar inglês ou outro idioma. ‘’muitas vezes não pude auxiliar melhor os turistas por não saber falar inglês, mas sempre damos nosso jeitinho brasileiro’’, comenta.

‘’Um cidadão do mundo na nossa própria casa’’

Assim define sua experiência na Copa do Mundo o capitão do 14°BPM Eduardo Brum. A preparação para o trabalho que desempenhou junto à Agência Central de Inteligências começou meses antes do mundial.

Estudos e cursos na área fizeram parte da rotina de Brum, para bem desempenhar sua função, que envolveram acompanhar a movimentação dos jogadores, autoridades e torcedores no estádio à traçar estratégias para garantir a segurança na cidade. Apesar da rotina intensa de trabalho, ele pode observar a cidade com outros olhos. ‘’Me senti um cidadão do mundo na nossa própria casa, na capital do nosso estado que tanto se modificou nesse período’’.

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