O verão chegou acima dos 35°C nas
Missões. É confortável para quem pode ficar em uma sala com o ar condicionado
ligado durante a estação. Mas e como ficam os profissionais que trabalham ao ar
livre nas ruas de São Luiz Gonzaga e região? A série de reportagens especiais
da rádio Missioneira mostra a realidade de vários profissionais, para saber
como é passar esses dias abaixo do sol. Hoje as primeiras histórias são do técnico
em agropecuária Geliton Batista, e o produtor e vendedor rural, Hélio Pereira
da Silva.
Sol, plantas e flores
Formado pela Escola Técnica
Estadual Cruzeiro do Sul, Geliton trabalha há três anos como técnico em
agropecuária. Seu trabalho consiste em acompanhar o desenvolvimento de plantas
e flores desde sua plantação até a fase adulta, na agropecuária Ceccon. "É uma
profissão que me dá muita alegria por ser a natureza, o agronegócio e a
agricultura familiar. Me deixa muito contente trabalhar nessa área e aqui é
muito bom para mim", conta o técnico.
Rodeado de mudas de flores e terra,
Geliton trabalha diretamente no sol. Porém, os mesmos raios que são benéficos
para elas, podem não ser tão bons para ele e seus colegas. "É muito quente, a
gente soa bastante, mas o que para nós pode ser ruim para as plantas é muito
bom, muitas preferem o calor", conta Batista.
Ele também comenta que prefere
trabalhar em estações intermediárias, como outono e primavera, quando não é nem
quente nem muito frio. Para encarar a jornada, os trabalhadores utilizam boné e
protetor solar diariamente. Mesmo assim, não escapam das marcas de sol nos
chinelos e nas mangas.
No ambiente onde trabalha, Batista
tem uma tela de proteção para evitar a incidência excessiva do sol nas plantas.
Com as temperaturas altas, a tela ajuda a manter a intensidade necessária dos
raios ultravioletas. Em dias nublados, a cobertura também consegue evitar que
as sombras impeçam a entrada de luz.
Apesar das condições climáticas
serem uma variável na profissão, Geliton destaca que é um trabalho prazeroso.
"Quem quiser trabalhar de técnico agrícola tem que gostar de planta. Por
exemplo, eu tenho prazer ver a planta em desenvolvimento, crescendo, desde
quando é semente até adulta", orienta.
Enquanto Geliton cuida das flores
na agropecuária Ceccon, na mesma rua, duas quadras acima, o produtor e vendedor
rural Hélio Pereira da Silva expõe seus produtos ao lado da igreja Matriz. Há
cinco anos, Hélio herdou um hectare de terra de seu pai e desde então começou
produzir suas mercadorias.
Com um carro cheio, o produtor
vende nas ruas de São Luiz Gonzaga melões, abóboras, morangas entre outros
produtos. Como é sozinho, Silva também costuma comprar e se associar a
diferentes agricultores para melhorar a renda. "Tive ideia de plantar os
produtos que tem mais saída como melão e abóbora gringa, algumas coisas pego de
outros produtores", conta Pereira.
Um desses produtos é a mandioca,
muito procurada pelos são-luizenses ao ponto de Pereira fazer associações com outros
agricultores para a revender. Hélio já possui uma pequena plantação da raiz que
ficará pronta para venda em março.
Devido ao sol e o tempo instável, o
vendedor produz em pequena quantidade. "Estou contente, mas com esse sol as plantas
estão queimando as cascas. Eu percebi que isso tem acontecido de dez anos para
cá", percebe Hélio.
A situação com o sol torna-se um
obstáculo desde que com a pouca incidência de chuva e as altas temperaturas faz
com que o produtor tenha que manter um equilíbrio na sua plantação. "Estamos
produzindo como Deus pede", comenta. Na sombra, Hélio trabalha com uma térmica
de água e descalço para amenizar o calor.
A vendedora de picolés e o mototaxista
Na próxima semana, a Rádio
Missioneira vai contar a história do mototaxista Jorge Luis Souza Leal e da
vendedora de picolés Rosalina Uburon. Tem uma história legal? Conte pra nós
pelo Whatsapp (55) 9 9986-2313 ou através do Facebook.
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