Assunto em alta no momento, o uso de agrotóxicos é tema de
votações recentes no Congresso Nacional. O debate gera uma discussão no país,
com defesa de ambos os lados. Recentemente, o projeto conhecido como "PL do
Veneno" foi aprovado na Câmara dos Deputados, gerando críticas de defensores do
meio ambiente e outros setores da sociedade.
Para o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias
do Rio Grande do Sul, Paulo Cézar Vieira Pires, as mudanças na lei são
necessárias. "Temos clareza que o Brasil tem uma das legislações mais pesadas
do mundo, é um absurdo", declarou em entrevista ao programa Jornal da Manhã.
Pires citou o caso da proibição do uso de produtos que não
são usados no seu país de origem. "Não tem como comparar porque o clima é
diferente. Na Alemanha e Suíça, onde criam muitos produtos, não tem a mesma
cultura e o clima tropical", argumentou.
Sobre o projeto aprovado, destacou que as mudanças irão
agilizar os processos. "O Brasil produz cada vez mais. Precisamos de uma
legislação um pouco mais ágil", afirmou.
Ele justificou que nenhum agricultor usa os produtos porque
quer, mas sim por necessidade. "Usamos porque é necessário. Com cuidado e
respeito ao meio ambiente e saúde humana", declarou.
Paulo reiterou que a Fecoagro e outras entidades irão apoiar
o uso de produtos que façam mal à saúde humana. "Jamais estaremos juntos nisso",
afirmou. "A diferença entre remédio e veneno é a dosagem. Temos que discutir o
uso desses produtos, e fazendo com que se use no necessário", acrescentou.
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