O Lar da Criança e Adolescente de São Luiz Gonzaga, antigo COMBEM, é uma entidade mantida por contratos entre municípios da região. A entidade possui dois espaços, o núcleo 1, que atende recém nascidos e crianças pequenas. E o núcleo II que abriga adolescentes. São mais de 50 crianças e adolescentes, que recebem atenção básica.
Segundo Arlindo Lengert, presidente do lar, a entidade enfrenta dificuldades em se manter, sendo o ano de 2014 o pior em termos administrativos para a instituição. O fator principal pelo qual ocorre essa situação é a falta de repasse das prefeituras e atrasos nos pagamentos mensais acordados por meio de contrato. Arlindo destacou as prefeituras que estão em débito com o Lar.
Sendo:
Pirapó – R$7.368,00
Guarani das Missões – R$60.016,000
Alecrim – R$9.200,000
Roque Gonzáles e Criciumal - R$9.600,00
O presidente da entidade afirmou que o desejo e continuar com esse trabalho em favor destes menores que tanto necessitam. Porém, sem o pagamento de forma correta não está sendo possível. È preciso a conscientização dos gestores destas prefeituras. Arlindo destacou que a luz foi cortada, a pouco, pois estava cinco meses atrasada, assim como, a água também. Foi feito uma manobra, de busca de recursos para que esses débitos fossem pagos e esses serviços essenciais retornassem, declarou o presidente.
Pirapó - O Secretário de Administração de Pirapó, Jonas Kunzler, questionado em entrevista ao Programa Cidade Alerta, manifestou-se sobre essa situação. Jonas admitiu o atraso no repasse deste convênio. Afirmou que a situação ocorreu devido a aspectos contratuais, sendo que Pirapó pretende realizar alterações em um parágrafo do convênio para que o repasse seja realizado de julho a dezembro, e assim totalizando o valor do convênio anual que é 19.372,90. Sendo o repasse mensal de 3.228,81 mensais. O secretário afirmou que tudo está sendo feito para viabilizar o pagamento deste débito.
Roque Gonzáles - O secretário de administração de Roque Gonzáles – Alison Pauli, afirmou que desde dezembro 2013 a administração busca a assinatura de um termo aditivo com a direção do lar, por um determinado valor mensal, porém, não encontra acordo com relação ao valor a ser pago mensalmente ao lar da criança, pois ate 2013 era um valor, e após esse período o valor sofreu um acréscimo significativo devido a um processo judicial. Sendo que esse valor acrescido é baseado em decisão judicial, na qual Roque Gonzáles não estava incluindo no processo. O secretário afirmou que esse acréscimo nem pode ser justificado junto ao executivo pois não é previsto no contrato. Mas a intenção de Roque é resolver o mais rápido possível essa situação.
Nossa reportagem vai continuar na busca de informações das demais prefeituras sobre o fato.