SÃO LUIZ GONZAGA

São Luiz Gonzaga, RS, Brazil

A jornada do Cavaleiro da Esperança prejudica os animais? Veterinário explica

  • 14 de setembro de 2016

Desde o início da jornada de Beto Utizg, muitas são as críticas dos defensores dos animais. Apesar do
apoio positivo de muitas pessoas, que vêem como uma causa nobre e importante,
chama atenção nas redes sociais os dezenas de comentários em relação à saúde
das éguas no trajeto. Muitos acreditam que o longo trajeto prejudica os equinos.

A reportagem da Rádio Missioneira buscou informações com um
profissional da área para saber se realmente o trajeto implica em sofrimento às
éguas.  "A caminhada está sendo feita no
passo dos animais, sem forçá-los, de maneira que percorram uma distância diária
suportável e que não irá trazer complicações aos mesmos", afirma o médico
veterinário Renan Bolacel.

Ele acredita que o desgaste existe, mas que não prejudica os
animais. "É uma distância longa com certeza, os animais terão um certo
desgaste, isso é inevitável", avalia.  Renan, que acompanhou a saída de Beto de São
Luiz Gonzaga
, acompanha através das redes sociais as condições das éguas. "Os animais partiram de São Luiz Gonzaga em
boas condições e pelo que podemos acompanhar todos os dias, estão muito bem
nutricionalmente demonstrando o zelo do senhor Beto", destaca o veterinário.

O cavaleiro toma todos os cuidados necessários com as
companheiras de viagem. Ele é formado em Zootecnia e possui décadas de
experiência na área. "Existe todo o cuidado necessário, é respeitada a
disposição de ambas, de modo que a distancia diária percorrida depende do
quanto elas estão bem", afirma Utizg. Elas são tratadas com água em abundância,
ração, alfafa e medicadas quando necessário.

Cuidados com os cavalos
de forma geral

A discussão sobre o cuidado com os animais ganha cada vez
mais força. Por séculos os eqüinos foram o principal meio de transporte da
humanidade. Eles foram essenciais na construção de muitas civilizações e no
desenvolvimento delas.

Hoje, a modernidade e tecnologia substituíram quase que na
totalidade o uso do animal para transporte e trabalho. Mas, ainda há quem
utilize os eqüinos para transporte.

No Rio de Janeiro, foi sancionada em janeiro deste ano uma
lei que proíbe o uso de cavalos e jumentos como instrumento de carga. Quem for
pego em flagrante descumprindo a medida poderá ser indiciado e penalizado de
acordo com as leis vigentes relacionada a maus tratos.

A autoria da lei é do deputado Dionísio Lins (PP). A
justificativa da lei está em garanti o bem estar dos animais. "Carregam peso
até não poderem mais, caem por cansaço e exaustão no asfalto quente. Alguns
acabam brutalmente sacrificados quando não aguentam mais o trabalho",
argumentou à imprensa na época.

Em São Luiz Gonzaga, o uso dos cavalos é bastante comum. Para
que eles não sofram, são necessários alguns cuidados.  Renan dá as orientações. "Manter uma nutrição
correta, com volumosa quantia de água de qualidade e abundância, manter um
ferrageamento correto e uma carga de trabalho adequada", explica o
profissional. Além destes cuidados, outras duas orientações são importantes.
"Muito zelo e carinho", finaliza. 

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