DA CRÍTICA E DA CONDIÇÃO PARA CRITICAR
Em uma das minhas viagens ao tempo que administrava os recursos
que tramitavam na justiça, assisti em um canal de televisão do Paraná, uma
matéria sobre críticas à corrupção, roubo, furto, em fim, a forma pela qual as
pessoas fazem suas críticas e comentários acerca dos noticiários sobre esses
assuntos.
E o que disse o repórter do referido canal da RPCTV?
....., nos achamos que é pertinente e até um direito de as
pessoas criticarem e até se manifestarem a respeito de tanta corrupção do
Brasil.
Mas procuramos aqui lembrar que não é só a grande corrupção e os
grandes crimes que devem e podem ser criticados.
Para os efeitos da lei e da moral, quem:
Procura
subornar o funcionário de trânsito ou de qualquer repartição pública;
Quem deixa o casaco na poltrona e pede ao colega que diga a quem perguntar por
ele que já estará de volta, quando na verdade ele não voltará mais naquele dia;
Quem apresenta um atestado médico sem estar doente somente para
não comparecer ao trabalho;
Quem
dirige veículo sem portar a carteira de habilitação ou em velocidade acima do
permitido;
Quem usa arma de fogo sem o devido porte legal;
Profissionais que registram seu ponto no serviço público e vão atender seus
serviços particulares;
Quem tem o dever de ofício de fiscalizar e não o faz, sendo que
de sua omissão podem resultar tragédias;
Quem faz seu serviço particular no mesmo horário ou itinerário
que devia estar fazendo o trabalho da empresa para a qual trabalha;
Quem induz ao contador para camuflar o verdadeiro imposto devido
sem declarar ao fisco, dentre outras atitudes nessa linha, não está em
condições de emitir opinião e criticar aos outros, sejam quais forem os casos.
Por isso é razoável deixar uma pergunta para as consciências tentarem
responder a si próprias!
Quantos dos que criticam por meras bobagens, não desejariam
estar na condição privilegiada de ter desviado da Petrobras um bilhão de
dólares e fazer um acerto de delação premiada devolvendo somente 90 milhões?
Confesso que fui tomado de uma sensação de burrice, ao ter
respondido criminalmente e hoje estar me explicando por bobagens como o lugar
que botou o tijolo nas casas dos pobres, a foto do jornal, a transmissão de
rádio no sete de setembro, e outras perfumarias da fofoca local.
Mas voltei ao equilíbrio da sadia dose de ignorância, a final,
não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que vem de Deus, pois que
ainda não conhecemos um líder que tenha se mantido por mais de dois mil anos na
direção repercutida na fé de seu povo, como Jesus, que foi morto pela mídia da
época, sob Pôncio Pilatos, cujo horror jamais foi consertado, ao escolherem a
liberdade para Barrabás, mas a fé contém o perdão e a esperança.
VEJAMOS MAIS UM EXEMPLO DE CRITICA:
O relato inédito dos sobreviventes dos Andes
Quatro décadas depois, e pela primeira vez, os 16 uruguaios que
saíram vivos de um acidente aéreo contam como enfrentaram 72 dias na neve - e
lembram o desespero e a dor de se verem obrigados a praticar o canibalismo. Voo
571 da Força Aérea Uruguaia.
Eles constituíram uma comunidade em estado de necessidade, única
condição jurídica em que uma ação entendida pela sociedade como criminosa deixa
de ser, num ato de oração e gratidão aos companheiros que morreram.
A leitura de seus depoimentos hoje traduz, com o inevitável
distanciamento emocional que o tempo a tudo empresta, somente um esforço
hercúleo pela vida de quem há 40 anos precisou duelar com as próprias
convicções morais, desafiadas pela iminência da morte na natureza selvagem onde
se encontrava.
Sobre o caso dos Andes, ouvi uma reportagem feita por uma
emissora de rádio de Porto Alegre, não faz muito tempo, questionando as pessoas
da rua, se comiam ou não carne humana numa situação dessas?
Ora, que condição tem uma pessoa nos seus afazeres normais,
saindo de um banco, tomando um cafezinho, conversando com um amigo, tomando um
ônibus, etc., de responder a pergunta do repórter sobre canibalismo? Nenhuma,
simplesmente.
PORTANTO, LEIA-SE MAIS E CRITIQUE-SE MENOS!
Também li em Grande Crônica da Segunda Guerra Mundial, a
seguinte definição:
A
história não é feita só pelos grandes homens; o povo anônimo também contribui
para escrevê-la e nos acontecimentos da vida cotidiana é onde às vezes esse
decifra melhor o seu sentido.
Daí que nessa linha de aprendizagem, li uma matéria publicada no dia 23 de
dezembro de 2012, intitulada ?MEDITAÇÕES?
Aquele
que não tiver pecado atire a primeira pedra - João 8:1-11
Reunião na casa de Welington e Elizandre ? 22.12.2012
Jesus foi para o monte das Oliveiras. Ao amanhecer ele apareceu novamente no
templo, onde todo o povo se reuniu ao seu redor, e ele se assentou para
ensiná-lo. Os mestres da lei e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher
surpreendida em adultério. Fizeram-na ficar em pé diante de todos e disseram a
Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. Na Lei,
Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz? Eles estavam
usando essa pergunta como armadilha, a fim de terem uma base para acusá-lo. Mas
Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo. Visto que
continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: "Se algum de
vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela".
Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no chão. Os que o ouviram foram
saindo, um de cada vez, começando com os mais velhos. Jesus ficou só, com a
mulher em pé diante dele. Então Jesus pôs-se de pé e perguntou-lhe:
"Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou? " "Ninguém,
Senhor", disse ela. Declarou Jesus: "Eu também não a condeno. Agora
vá e abandone sua vida de pecado".
AINDA NO CAMPO DA CRÍTICA
Não faz muito tempo que acessei a internet e me deparei com a
critica de um internauta ao ex-Prefeito e Deputado Jauri Gomes de Oliveira. O
respeitável internauta manifestou sobre uma matéria na qual Jauri teve seu nome
pensado e fora cogitado para concorrer a vice-governador de estado numa chapa
de seu partido.
Mas o internauta fora de uma infelicidade extrema em sua
abordagem, ao criticar Jauri por ter em um de seus mandatos tentado implantar a
criação de cabras no Município, dizendo, chega Jauri, aquelas cabras, já deu
pra ti, etc.,
Ora, o infeliz internauta esqueceu-se de que Jauri fora três vezes Prefeito de
São Luiz Gonzaga e duas vezes Deputados Estadual, além de ter sido vereador e
integrado várias outras ações de cunho social e econômico no Município e
região.
Assim, no campo democrático e da liberdade de expressão, peço vênia ao
internauta que não conheço, para dizer que, em vez de ter criticado Jauri pelo
projeto das cabras, porque não lembrou o político que tem mais de cinco
mandatos, pelas creches que instalou, pelo primeiro pomar público, pela ideia
do Parque Centenário, dos lavadouros públicos, das hortas comunitárias,
instalação de energia elétrica e água em bairros e vilas, postos de saúde,
clubinhos, Hospital Materno Infantil, Palco Cenair Maicá, dentre tantas outras
ações? Histórico, aliás, que o fez merecedor do Título de Deputado Emérito,
conferido pela Assembleia Legislativa do Estado.
Destarte, também no campo democrático e de liberdade de
expressão, chego a pensar que a ideia das cabras serviu, no mínimo, para
desviar a atenção de pessoas menos avisadas, prendê-las no assunto enquanto bem
administrava o Município. Portanto foi, no mínimo, um ganho político, tanto é
que Jauri continuou se elegendo.
Assim, guardadas as conhecidas diferenças entre a brilhante
trajetória de Jauri e a minha passagem efêmera e modesta pela administração de
apenas um mandato inteiro no Município de são Luiz Gonzaga, digo o seguinte:
O mesmo internauta e outro, na mesma época, março de 2014,
propora um debate entre ex-prefeitos sobre seus feitos e dizia que São Luiz
ainda não tinha encontrado seu caminho para o verdadeiro desenvolvimento.
Falou dos defeitos e problemas de alguns ex-Prefeitos, uns
presos, outros, ele preencheu o espaço com xis, que não tive muito trabalho
para ver que se tratava do meu mandato, da minha pessoa e da minha história.
Por isso e aqui peço vênia mais uma vez ao respeitável
internauta, que devia estar impregnado dos tempos do golpe que tentaram no meu
mandato, da cassação fracassada, do enfrentamento democrático e jurídico que
sustentei por mais de vinte anos nos desdobramentos jurídicos, com a graça de
Deus, com o apoio da família que me é um tesouro, com a força do braço e da
alma caudilha, para dizer-lhe que poderia ter se manifestado sobre meus feitos
administrativos, enxergando e apontando, por exemplo:
A compra de maquinário agrícola que fiz para os agricultores, a
primeira extensão universitária que trouxemos para São Luiz, ainda seria pouco?
Quem sabe olhasse para quase 300 casas populares que construímos
em bairros e vilas de São Luiz, ou, a instalação do corpo de bombeiros em nossa
cidade, ainda é pouco e não basta?
Acha o internauta que eu como Prefeito teria que ter feito mais
ainda? Bem, talvez a instalação de redes de energia elétrica e telefônica no
interior do Município ou ainda investir no ensino básico das escolas públicas
do nosso Município capacitando nossas crianças para concorrer e ganhar prêmios
de programas como criança esperança com a consequente apresentação no Parque
Ibirapuera em São Paulo?
Ainda é pouco? Que tal caminhar de a pé ou com algum veículo nas
mais de 130 quadras de calçamento que fizemos nos bairros e vilas de São Luiz?
Ou então, quem sabe dá uma olhadinha do primeiro Consorcio Intermunicipal da
Saúde criado e instalado no Município e mais outros Municípios da região?
Contente agora que tomou conhecimento de alguns de nossos feitos
caro internauta? Se ainda não está, compreendo sua aflição e peço vênia para
sugerir que talvez lhe falte uma melhor compreensão da administração pública, a
mim também faltou e por isso só pude fazer o que fiz no curto espaço de quatro
anos de governo municipal, quem sabe noutra encarnação farei melhor e o farei
todo contente, prometo continuar tentando melhorar a vida dos que depositaram
alguma parcela de confiança e compreensão em minha pessoa. Os Prefeitos e
outros administradores políticos não fazem milagres, administram, acertam,
erram e sofrem!
Por isso convido as pessoas de bem que leiam GANDHI, como eu li
alguma coisa que me fez bem.
Pois GANDHI estudava direito na Universidade de Londres e tinha
um Professor chamado Peters, que não gostava dele, mas GANDHI não baixava a
cabeça.
Um dia o Professor estava comendo no refeitório e sentaram-se
juntos. O professor disse:
Sr. GANDHI, você sabe que um porco e um pássaro não comem
juntos? Ok, Professor, já estou voando, e foi para outra mesa.
O Professor aborrecido resolve vingar-se no exame seguinte, mas
ele responde, brilhantemente, todas as perguntas. Então resolve fazer a
seguinte pergunta:
Sr. GANDHI, indo o Sr. por uma rua e encontrando uma bolsa,
abre-a e encontra a Sabedoria e um pacote com muito dinheiro. Com qual deles
ficava?
GANDHI respondeu, claro que com o dinheiro, Professor. Ah, pois
eu no seu lugar GANDHI, ficaria com a Sabedoria.
Tem razão Professor, cada um ficaria com o que não tem! O
Professor furioso escreveu na prova ?IDIOTA? e lhe entregou.
GANDHI
recebeu a prova, leu e voltou, e disse: Professor, o Sr. assinou a prova, mas
não deu a nota!
Moral da História: Semeie a Paz, Amor, Compreensão. Mas trate com firmeza quem
te trata com desprezo. Ser gentil não é ser capacho, nem saco de pancadaria!
Digo mais, plagiando Walter Jobim, ex-Governador do Estado,
inclusive aos que por alguma razão torceram pelo meu fracasso:
Aos que não me gostam que passem muito bem, Gaúcho não deseja
mal a ninguém (Walter Jobim) Exilado no Uruguai.
Aliás,
por citar Walter Jobim, me dei conta de que mais de uma dezena de políticos
gaúchos e de outros estados foram exilados no Uruguai, Argentina, Chile e na
Europa.
Só para citar alguns nomes lembrei-me de presidentes do estado (governadores) e
outros generais e revolucionários, como Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros,
Flores da Cunha, Leonel Brisola, João Goulart, FHC, José Serra, Honório Lemes,
Gaspar da Silveira Martins, Assis Brasil, e tantos outros.
Passei então a ver o exilo não tão cruel como pode pensar o
cidadão mediano, pelo contrário, os perseguidos que citei voltaram, exceto
alguns como Jango e outros que lá morreram.
Mas a alma do caudilho exilado nunca deixou a querência e a
pátria amada, apenas seus corpos matutando ideias para a volta gloriosa é que
estavam por algum tempo no ostracismo.
Porque as grandes ideias elas não morrem esperando a hora de
existirem outra vez!
Por isso, me senti até engrandecido, pela oportunidade que tive
que enfrentar, embora não exilado formalmente, eles também não o foram, o que
seria um título a guardar como acervo e glória, mas, de acordo com minha
consciência e repercussão, considero uma conquista memorável.
E como aqueles, também voltei, não para a política, porque nunca
tive essa carreira dentre as ações que desenvolvi na luta da vida, pois já
tinha bem mais de quarenta anos quando, atendendo chamado comunitário e
democrático, aceitei concorrer a Prefeito da minha terra.
Portanto, jamais pensei em iniciar uma nova carreira naquela
idade, quando as outras atividades já se encontravam razoavelmente
desenvolvidas, tais como a música, produção rural e advocacia, esta iniciada
durante o mandato, pois era aluno e Prefeito.
Mas não foi por impossibilidade de qualquer natureza, até porque
a sentença baguala que me foi imposta lá no início, que proibira de concorrer a
cargo público por oito anos, já havia decorrido tal prazo.
Ademais, resisti ao assédio dos correligionários e amigos, e
olha que foi muito interessante, pois que eu era abordado em várias partes do
estado, dado a repercussão da fracassada cassação do meu mandato, uma espécie
de golpe na Prefeitura e contra o meu mandato e o estado democrático de
direito, que resisti com o espirito caudilho e forma legal, tendo o referido
golpe sido rechaçado pela Comarca e pelo Tribunal.
Quando foi implantada a lei da ficha limpa, contrariando
preceito constitucional da irretroatividade legal (não há crime sem lei que
antes o defina) capaz de alcançar direito adquirido e coisa julgada, eu já me
encontrava residindo em Santa Maria, lutando na profissionalização dos meus
filhos e exercendo a plena advocacia, condição que me recomendava a trilha
então adotada para a continuidade dos afazeres a que me propunha.
Mas falando em ficha limpa, cujo propósito concordo, nem essa me
atingiria, em face da falta do elemento dolo, pois que, tive oportunidade de
atuar como advogado na minha banca familiar e com outros colegas especializados
na área, onde constamos que a ficha não é tão limpa assim, e não estou falando
só daquele que disse ?não é meu?, que abraçara aquele outro que dizia ?não sei
de nada?, não.
Estou dizendo que a jurisprudência tem flexibilizado o
entendimento, a permitir a elasticidade de decisões que permitem aos políticos
que demonstrarem suas verdadeiras intenções administrativas, das quais decorram
ações muitas vezes temerárias, continuarem concorrendo a cargos públicos.
NO MEU CASO, FOI EXTINTA A PUNIBILIDADE.
Portanto, como canta Roberto Carlos, eu voltei aqui para ficar,
porque o Rio Grande é a minha casa onde eu gosto de morar e as Missões é o meu
galpão onde eu gosto de parar, por isso eu voltei aqui para ostentar meu
caráter de civilidade, de dignidade e da noção do jogo político, que eu, na
condição de produtor rural e estudante de direito à época do meu mandato, não
estava bem preparado para as mazelas políticas, inobstante ter feito brilhante
administração no campo das realizações, já bem compreendidas e conhecidas dos
missioneiros.
Por isso ficou de certa forma fácil aos que me perseguiram, no
embalo da mídia em alguns casos, não aceitando o sucesso dos meus feitos
administrativos, me processaram por muitas vezes, ao ponto de portar-me perante
aos Oficiais de Justiça, frente a tantas citações de processos, como o Galo
Carijó de um velho casal que se mudava constantemente, das fazendas onde lhes
davam alguma morada por tempo indeterminado, que ao ver o movimento da mudança,
se acocorava e juntava as pernas para serem meneadas, e o colocarem na carroça.
Mas o fato é que com isso me conferiram uma espécie de negativa
administrativa, na medida em que, apesar de terem varrido minha vida
particular, nada, simplesmente nada encontraram, que pudesse cortar com
profundeza inaceitável, meu caráter, minha dignidade, minha honra e minha
imagem e minha história.
Pois que vale relembrar, fotos, jornais, tijolos, telefones,
etc., como acima descrito, não deu aos desejosos de que o mal me atingisse, o
sabor esperado de, por exemplo, uma conta bancária, um superfaturamento, a
compra de uma máquina por valor alto que pudesse ter embutido uma corrupção,
pelo contrário, a exemplo dos exilados acima citados, cuja maioria morreu
pobre, nós também diminuímos acentuadamente o patrimônio.
Por
isso, eu faria tudo de novo, desde que fosse, como foi, para o bem do povo!
Mas continuo não sendo candidato a nada!
Cumpre questionar, quantos dos contrários políticos e
perseguidores dos meus feitos e ideais, resistiriam à tamanha varredura
processual, sem cair de forma irreversível e irreparável?
Mas
voltei, não para fazer política, até porque entendo que estou sem partido,
tendo transferido meu domicilio eleitoral para Santa Maria, de onde trouxe 25
votos para ajudar meu candidato da época a ganhar a última eleição da qual
participei, por dezenove ou vinte e um votos sobre o segundo colocado que é meu
parente, bom político e produtor rural, coisas da democracia.
Mas eu gosto do civismo e do embate democrático, voltei para fazer outras
coisas que sei e gosto, como por exemplo, produção rural, advocacia ética e
música, com relação a esta, estou com quatro CDs quase prontos para serem
lançados, decorrentes de uma inspiração represada, que se não fosse fazer do
limão uma limonada, eu jamais teria tido tais inspirações.
Por falar em voltei, descobri da obra de Amadeu de Almeida
Weinmann, ?Os Pica-Paus e os Chimangos? pág. 212, uma façanha interessante
relacionada ao General Flores da Cunha, cujo caudilho acima citado, de que
certa feita, Flores viajava de trem para o interior do Estado.
Embora avisado sobre uma possível emboscada que o aguardava, não
suspendeu o planejado. Chegando ao local da emboscada, o trem desacelera, para,
chiiiia expelindo fumaça vapor. O nosso herói desce, avança sozinho por vários
metros de coxilha e berra: ?Já cheguei. Podem vir. Não todos juntos, mas quatro
em quatro?
Eu também já cheguei, e ao contrário do nosso herói, podem vir
todos de uma vez ou de quantas vezes quiserem, aprendi a ficar mais manso do
que já era, perdoar mais do que perdoava, errar menos do eu errava, compreender
mais do que compreendia, ter melhor bom senso do que antes tinha, ser mais
justo do que já era, respeitar mais do que respeitava, servir mais do que
servia, ajudar mais do que ajudava, ceder mais do que cedia, confiar mais do
que confiava, ouvir mais do que antes ouvia, pedir mais perdão do que pedia,
ser mais feliz do que era, amar mais do que amava ................
Aos que pensaram que me derrotaram, ofereço o meu perdão e o
sabor da minha vitória!
Pena que alguns inimigos políticos já partiram e alguns amigos
também, mas, como dizia o Francês escritor e aviador Antoine de Saint-Exupéry,
que morreu lutando na segunda guerra mundial, em 31 de julho de 1.944, no Mar
Mediterrâneo:
?Aqueles
que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si,
levam um pouco de nós.?
Já faz bastante tempo que troquei o confronto pelo encontro, nas hipóteses em
que alguém pudesse ou possa assim ter sido ou ser considerado como tal! Como
nos ensinam Amadeu de Almeida Weinmann e Claudio Pacheco Prates Lamachia, pá
197, Ed. 2012, da obra ?A História e a Vida das Prerrogativas da Advocacia?.
E o bom cabrito não berra, fiquei mais de vinte anos calado,
hibernado politicamente, sem nunca abaixar a crista, sem nunca tentar dar golpe
como o que tentaram me dar, sem nunca buscar solução fora do meio jurídico do
Estado Democrático de Direito.
Mas alguém deve estar se perguntando, porque ele está fazendo
isso agora?
Ao que
eu respondo: primeiro, para que não pareça o velho ditado de quem cala
consente, pois que nunca consenti do tamanho que quiseram fazer, mesmo assim
para aprumar minha dignidade, que poderia estar com semelhante inclinação à
torre de Pisa! Bem como uma saída honrosa. Para nossa pessoa, para minha
família, para a história, é mais do que justificável e suficiente!
Ademais, a geração que tem pouco mais de trinta anos de idade, que tinha de
oito a quinze anos quando findou meu mandato e fui morar em São Maria, não sabe
muito dessa história, ou sabe pouco ou o que é pior, sabe contado com erros
propositais dos velhos inimigos, portanto, caras amigas e amigos e juventude da
nossa terra, além dos mais velhos que conviveram naquele tempo, com esta
matéria, poderão, se quiserem, saber um pouco mais a respeito de quem foi ou é
o cidadão Noé Teixeira Machado.
Conhecer seus defeitos e virtudes, sua capacidade administrativa
pelo que fez e demonstrou nas realizações feitas no Município, sua resistência
às intempéries da vida e a persistência contra os golpistas que não sabem
conviver na democracia, e que, em que pese a conhecida condição de omissos, se
prestaram para o acatamento de decisões temerárias no momento em que tinham a
obrigação política de apagar o fogo.
Por derradeiro, fui induzido a fazer constar desta matéria, uma
espécie de ?Interdito Proibitório? mas sem as pretensões legais objeto de tal
instituto, mas foi a solução que, não lembrando de uma mais adequada, me
ocorreu.
Pois que é recomendável não ignorar, a possibilidade de alguém
passar a atribuir-me alguns apelidos, considerando que desta matéria,
exemplifiquei algumas situações usando, para tanto, o nome de algumas espécies,
tais como ?Sorro? e ?Galo Carijó?.
Com relação ao Sorro, até que nada mal eventual e futuro
apelido, isto porque se extrai da música do exímio compositor e cantor missioneiro,
o gaúcho Pedro Ortaça, em cuja letra bem composta e bem cantada, intitulada
?décima do sorro?, há uma façanha de extrema demonstração de sensibilidade,
assim:
Nem
assim o sorro véio nas garras de minha mão
Entregou a rapadura gritou e pediu perdão
Me apelou pra o sentimento e eu tive bom coração
Assim, a questão do sentimento demonstrado pelo bixo e acatado
por Ortaça, nos leva aceitar o apelido, dado ao elemento SENTIMENTO, que, antes
da música de Ortaça, pensava-se que os bixos não tinham aquele divino atributo.
Quanto ao Galo Carijó, cujo causo é bem antigo contado por
velhos amigos e experientes da vida como um todo, também nos deixa uma mensagem
que deve ser bem considerada e bem aproveitada, por isso, se esta for a opção
dos apelidadores, eu absorveria também, considerando que o ato de o Galo Carijó
ter se abaixado e juntado as pernas para serem maneadas e atadas para
carregá-lo na mudança, demonstra, sem sombra de dúvidas, os elementos humildade
e mansidão, enriquecedores de qualquer ser humano, a mim afirmo que sim!
Assim, ao ir chegando ao fim desta história quero lembrar que
abri esta matéria inspirado em Jaime Caetano Braun, até por que existem razões
especiais para tal inspiração.
Dai que
essa história de ?Caetano?, que seriam de Itacurubí, Unistaldas e Santiago,
então de Merenciana Caetano, mãe de Elizabete Caetano que se casou com Ângelo
dos Anjos Rodrigues de Paula, pais de Generosa Caetano de Paula, mulher de João
Aires Teixeira Machado, meu tataravô.
Os Caetanos teriam vindo da região da Gaheta na Italia, antes da minha pesquisa
mais recente, eu tinha algumas pistas fornecidas por meu tio e padrinho Turibio
Teixeira Machado, época em que cheguei a conversar com o então conhecido e
amigo, pelas vias da cantiga e do verso, nosso estimado e imortal Jaime Caetano
Braun, cujo seu Caetano é também, de Santiago, logo, me senti importante e
engrandecido por tal coincidência, no que ele me confirmara alguns dados que,
na época não dei a devida importância.
Mas eu cheguei a brincar com Jaime, acerca de nomes, tendo-lhe
sugerido que ele era bom, não pelo Caetano, embora isso me beneficiasse, mas
pelo Braun, alemão que criou o foguete V2 de Hitler, lançando mais de 2.000
desses sobre Londres (este dado dos foguetes consta da Crônica de Segunda
Guerra Mundial) Werner Von Braun, iniciou a era espacial na Alemanha, tendo
sido levado, com mais de 600 cientistas com seus familiares para os Estados
Unidos da América, ao final daquela guerra, servindo para o projeto espacial
Norte Americano comandado por Braun, depois que Alberto Einstain concluiu com
os demais cientistas em número que teria chegado a 15.000, a bomba atômica,
cuja experiência no Japão, pôs fim aquele triste acontecimento.
Mas
Jaime Caetano Braun já deu a mostra do pano
Entre Braun e Caetano fez seus versos dar relincho
O mais famoso é o bochincho composto lá na Faxina
Terra daquela tal china que perguntam todo o ano.
Proponho
mudar de assunto nesta conversa leal
Esquecer o Código Penal penas de qualquer tamanho
Nem com as pequenas eu ganho eu não sei fazer o mal.
Mas to forte que é um bagual pra me defender do estanho
E nem
pensem que eu provoco voltando desse universo
Minha inspiração é a do verso tocar gaita e abraçar o povo
Fazer o que é bom de novo pra esquecer algum reverso.
Refazer o alicerço e cobrir o rancho de novo
Eu sei
que a minha atitude vai provocar algum suspiro
Num entrevero sem tiro que se corre em cancha reta
Ideia e corpo de atleta que até eu mesmo me admiro.
Pra ajudar até que eu me estiro justificando uma meta
Se a
imaginação e o medo lhes deixar desesperado
Se socorram do teclado antes de achar que eu ameaço
Veja se o rio vai dar passo então durmam sossegados.
Por que eu to bem acordado laçando e todo o laço
Quando
gritarem se vieram numa carreira folgada
Amole o fio da tua espada não diga que não avisei
Correr de novo eu sonhei e o rebenque eu jogo fora
O resto eu faço na espora do jeito que eu já ganhei.
Reconheço que a matéria é comprida, só algumas cabeças vão ler,
outras verão a poeira das palavras, e lhes basta!
Eu gostaria de informar que já iniciei escrever um livro
autobiográfico e geral, para ser laçado em dois anos aproximadamente, mas o fim
desta prosa é com um verso que fará parte dos meus feitos musicais, porque:
Minha
inspiração quer ajuda se eu puder contar convosco
Quando eu sair deste enrosco a todos vou dar um abraço
Emendem a tento de laço o resumo da minha história
Remalhado em minha memória me defendendo do aço
Finalizo então no sabor da liberdade de expressão absoluta, em que peso eu
deixar consignado meu respeito ao estado democrático de direito e à autoridade
constituída!
Obrigado pela atenção e desculpem os erros de português
Que DEUS abençoe a todos
São Luiz Gonzaga ? RS, 20 de julho de 2015.
Noé Teixeira Machado
Ex-Prefeito de São Luiz Gonzaga
Telefones: 55.9971.9824 e 55.8138.3540
E-mail ? [email protected]
LEIA MAIS EM RADIOMISSIONEIRA.COM
MENU PRINCIPAL
MENU NOTÍCIAS
ENTRE EM CONTATO CONOSCO
TELEFONE 55 3352-4141
WHATSAPP 55 3352-4141
LOCALIZAÇÃO Rua Júlio de Castilhos, 2236 - Centro - São Luiz Gonzaga/RS
SIGA NAS REDES SOCIAIS
IMPORTANTE: Não autorizamos a reprodução de conteúdo em outros sites, portais ou em mídia impressa, salvo sob autorização expressa.