A morte Kely Ostwald vai completar um ano nos próximos dias.
A jovem de 24 anos foi morta em casa com dois tiros. O acusado pelo crime é o
ex-namorado da jovem, inconformado com o fim do relacionamento. Ele foi
indiciado por feminicídio, porém não está preso. Na época, a delegada Elaine
Maria Schons pediu a prisão preventiva do suspeito, que foi negada pela
justiça. Em, 08 de março, Dia Internacional da Mulher, amigos e familiares de
Kelly irão fazer uma caminhada em São Luiz Gonzaga. O grupo vai pedir justiça
pelo assassinato da jovem.
Relembre o caso
São Luiz Gonzaga: Jovem é morta com dois tiros
Assassinato de jovem abala comunidade são-luizense
A saída será às 19h, em frente à Igreja Matriz, com destino à
URI, onde a vítima estudava Administração. Ela foi morta poucos meses antes da
formatura. Na noite do dia 08, a universidade sediará evento sobre violência
contra a mulher. O grupo de manifestantes pretende participar como forma de
protesto. "Vamos mostrar que seus amigos querem justiça?, diz o convite para o
evento no Facebook.?Vai completar um ano que temos que viver sem teu sorriso,
sem tuas alegrias, um ano que você não está aqui para alegrar e iluminar nossos
dias. Mas jamais te esqueceremos e desistiremos de lutar por justiça", ainda
diz a mensagem.
Confira um video de homenagem à Kely, aqui
A morte de Kelly foi o primeiro caso de feminicídio em São
Luiz Gonzaga. A pena é de 12 a 30 anos
de prisão. A violência contra o mulher, que será tema de seminário no dia 08, é
muito mais presente na comunidade do que se imagina.
Uma luta antiga
Violência Contra a Mulher: uma realidade que tenta
ser combatida em São Luiz Gonzaga
Morte de Kely completa cinco meses: dor, saudade e
reflexão sobre relacionamentos abusivos
Na semana passada, um jovem de 22 anos foi preso
preventivamente após agredir a ex-namorada com facadas. Na região, dois homens
também foram presos por violência doméstica.
Homem é preso por violência doméstica pela segunda
vez em Roque Gonzales
Em São Luiz Gonzaga, o Centro de Referência Especializada
(Creas) possui uma equipe capacitada para atendimento a mulheres e crianças em
situação de risco ou abuso. A cidade também conta com uma rede de apoio,
formada por profissionais de várias áreas, que dão suporte às vítimas. A
Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA) fica aberta 24 horas por dia. No local
podem ser feitas registros de ocorrências e solicitação de medidas de proteção.
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