SÃO LUIZ GONZAGA

São Luiz Gonzaga, RS, Brazil

Supervisão de Agricultura estende o debate sobre doença que está alarmando o Estado

  • 8 de julho de 2015

No fim de
tarde de ontem autoridades de defesa sanitária, promotores de rodeios e representantes de entidades
tradicionalistas se reuniram na sede da 32ª CRE, onde debateram os perigos do
mormo, doença de potencial fatal que atinge equinos.

A reunião
foi convocada por Alonso Duarte, chefe da 17ª Supervisão Regional de
Agricultura, que tem sua sede em São Luiz Gonzaga. O momento pede cautela, pois
qualquer aglomeração de equinos serve de alerta. Durante a reunião, Alonso deixou
claro que, como fiscais, os funcionários da Supervisão e Inspetorias não podem
fazer nada quanto às leis que já estão estabelecidas. O papel dos
fiscalizadores é fazer com que a legislação seja cumprida e, para isso, a
colaboração e compreensão da sociedade é fundamental.

Eventos de risco

Em relação ao
mormo, hoje, a principal preocupação das autoridades de inspeção veterinária se
dá não apenas quanto aos rodeios, mas também no que se refere ao Desfile Farroupilha,
tradicional comemoração da cultura gaúcha, realizada em todos os cantos do
Estado. Nestas ocasiões, também há aglomeração de cavalos e isso faz com que
Inspetoria e Coordenadoria de Educação tenham que trabalhar em conjunto, pois o
desfile é algo que todos querem, porém, a Supervisão tem o dever de orientar os
participantes neste momento, que pede extrema cautela com o alastramento do
mormo, uma vez que foi detectado foco no município de Rolante neste ano.

A doença

O programa
Jornal da Manhã desta quarta-feira exibiu entrevista com o fiscal estadual
agropecuário e coordenador do programa de sanidade de equinos Francis Soares
Rocha, profissional que esteve presente no encontro. Ele trouxe mais detalhes
sobre o mormo, doença contagiosa que sempre foi característica de estados localizados
mais ao Norte, mas que agora, com o foco em Rolante, acende o alerta para o Rio
Grande do Sul. O mormo é fatal para animais equídeos (cavalos, mulas, burros
etc.) e pode ser transmitido a pessoas, resultando em lesões muito graves e de
tratamento de alta complexidade. Exames para o mormo em equinos também são de
difícil obtenção. O laboratório mais próximo do RS fica em São Paulo. As
amostras devem ser coletadas e enviadas para análise.

Nova reunião

Como o assunto
exige bastante debate e compreensão dos participantes de rodeios, desfiles,
cavalgadas etc., foi marcada uma nova reunião para o dia 28 de julho
(terça-feira), a partir das 16h, no mesmo local da primeira. A Supervisão,
inspetorias e demais fiscais sanitários precisam colocar as pessoas que lidam
com cavalos a par de todos os procedimentos que devem ser adotados para
prevenir o mormo, uma vez que o remédio certamente é muito mais doloroso do que
a prevenção. 

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