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STRs participam do seminário da alimentação escolar e agricultura familiar da 32ª CRE

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A 32ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), de São Luiz Gonzaga, realizou nesta terça-feira, dia 19, o II Seminário da Alimentação Escolar e Agricultura Familiar. O evento contou com a participação de diretores de escolas estaduais da 32ª CRE (que também atende os municípios de Bossoroca, Caibaté, Dezesseis de Novembro, Mato Queimado, Pirapó, Porto Xavier, Rolador, Roque Gonzales, Santo Antônio das Missões e São Nicolau), de associações e cooperativas da agricultura e pecuária familiar da região e sindicatos da Regional Missões II.

A abertura foi às 9h, e a mesa foi composta pelo coordenador regional de Educação, Ayrton Ávila da Cruz, o secretário da Agricultura de São Luiz Gonzaga, Aldimar Machado, o presidente da Regional Missões II, Agnaldo Barcelos da Silva, e a nutricionista da Secretária de Educação do Rio Grande do Sul (Seduc), Fernanda Marques. Ayrton começou citando a importância de discutir a alimentação escolar. “Nós não temos mais merendas nas escolas, temos alimentação. E precisamos qualificar cada vez mais”, afirmou. Agnaldo disse que esse é um tema que precisa quebrar paradigmas, pois o mercado nunca esteve na mão do agricultor. “Hoje temos um grande desafio: comprar com preço justo, um produto de qualidade e que beneficie o agricultor familiar”, enfatizou. Ele ainda apontou dois pontos necessários para a sucessão rural, a melhor distribuição de terra e a geração de renda. “Precisamos nos aproximar mais das escolas, estabelecer uma relação de parceria cada vez mais forte”, disse.
Após a abertura oficial, Alessandra de Camargo, que trabalha na 32ª CRE, tocou violão e cantou a música “América Latina”.

Depois, a nutricionista da Seduc, Fernanda Marques, apresentou os temas “Alimentação Escolar com Foco na Agricultura Familiar”, “Importância da Oferta de Frutas e Hortaliças aos Alunos” e “A Introdução da Compra da Agricultura Familiar na Região”. Ela explicou as mudanças da substituição da resolução 38/2009 pela 26/2013, como o limite individual de venda do produtor de R$ 9 mil para R$ 20 mil por DAP/ano – Declaração de Aptidão ao Pronaf, controlado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Fernanda citou a necessidade de utilizar 30% dos recursos do FNDE na aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar, com o objetivo, entre outras coisas, de comprar alimentos locais, desacelerar o êxodo rural, resgatar a diversidade produtiva e estimular a produção de produtos orgânicos e agroecológicos, com valor até 30% maior.

Após a apresentação, professores, sindicalistas e representantes das cooperativas e associações debateram o assunto. As escolas reclamaram que o recurso é muito pequeno para a alimentação escolar. Agnaldo Barcelos destacou a necessidade de se planejar a venda para alimentação escolar. “Precisamos enxergar esse nicho de mercado para quem produz comida”, alertou. Os sindicatos assumiram o compromisso de levar como pauta para o Grito de Alerta o pedido que os valores da merenda escolar sejam equilibrados aos repassados aos presídios, e o movimento sindical junto com a CRE vai tentar marcar uma reunião com o Conselho Estadual da Alimentação Escolar para discutir o assunto.

SEMINÁRIO SEGUIU À TARDE

O II Seminário da Alimentação Escolar e Agricultura Familiar seguiu à tarde com Lizandra Andrade Nascimento apresentando “A Importância da Atuação dos Profissionais da Alimentação Escolar”, e o coordenador regional de Educação Ayrton Ávila da Cruz fazendo uma avaliação da aquisição dos alimentos da agricultura familiar.

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