O fim do imposto sindical, caso entre em vigor, não será o
fim das entidades no Brasil. É o que afirma o presidente do Sindicato dos Comerciários
de São Luiz Gonzaga, Américo Fabrício. Em entrevista ao Jornal da Manhã hoje,
Dia do Trabalho, disse que as entidades sérias continuarão firmes no país.
Ele pontua que somente sobreviverão aqueles que lutam pelos
direitos dos trabalhadores. "Sindicatos, federações e centrais com entidades,
que trabalham pela classe, vão continuar com ou sem imposto", ressalta. O
presidente acredita que não será o mesmo com os que não são engajados. "Sindicatos
de gaveta, de fachada, que só recolhe, esse não vai se manter", justifica.
Fabrício defende que as entidades são importantes não só nas
negociações com a patronal. "Mantemos vários serviços, como academia e
consultas", explica.
Greve geral
Em relação à greve geral, que ocorreu na sexta-feira (28) em
todo o Brasil, o dirigente avaliou como um grande ato. Ele ainda defende que
caso as reformas avancem em Brasília, outras greves deverão ocorrer. Em reunião
com a federação da classe, ele sugeriu ocupações na capital federal, com grande
presença do povo. "Não 100 mil pessoas, mas sim pelo menos 1 milhão", explanou.
Troco nas urnas
Américo também defende que os trabalhadores fiquem de olho no
voto dos deputados nas reformas. "Tem muitos que na época da eleição dá tapinha
nas costas, mas na hora de votar lá em cima nos enganam", finaliza.
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