O “Setembro Amarelo” foi um dos destaques da pauta do Programa Cidade Alerta desta segunda-feira(16). Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria(ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina(CFM), organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
O médico neurologista José Renato Guimarães Grisólia, foi entrevistado pela reportagem da Rádio Missioneira, onde destacou a importância da realização de uma campanha neste sentido, que incentiva a sociedade debater sobre a questão do “suicídio”, o que só acontecia nos meios científicos. Para José Renato, é muito preocupante essa questão, que tem mostrado um crescimento nas estatísticas que são apresentadas pelo Ministério da Saúde e outras entidades ligadas a questão de prevenção e tratamento. O Rio Grande do Sul é uma das regiões no Brasil que mais tem aumentado os casos, uma triste realidade, que tem atingido todas as faixas etárias, mas, registrando cada vez mais casos entre os jovens.
Segundo ele, é importante que os familiares, ou mais próximos no convívio diário com estas pessoas, fiquem atentos com qualquer tipo de alteração no comportamento, como isolamento no convívio, sem interesse em participação de atividades e demonstração de tristeza. São casos que também envolvem fatores como solidão e ansiedade, onde muitas vezes as pessoas por terem passado por um momento de dificuldade, ou não terem conseguido algum tipo de objetivo ou meta, começam a enfrentar uma crise existencial, e normalmente, não tendo um suporte ou apoio de outras pessoas próximas.
José Renato alertou também, que aquele conceito antigo, “de que as pessoas que comentam a ideia de se suicidar, não a farão na prática”, é totalmente ultrapassada. Por isso, devemos ficar atentos a estes pequenos sintomas no comportamento, e os familiares devem procurar encaminhar estes casos para tratamento para os profissionais da saúde, tanto na área privada ou pública, que já oferece tratamento e acompanhamento.
O médico neurologista finalizou que não existe qualquer tipo de exame clínico que indique se a pessoa está prevendo algum tipo de ação que a leve ao suicídio. O principal meio, é o diálogo do médico com o paciente, que deve ser de perguntas diretas e objetivas sobre a questão. Reforçou, o alerta para os familiares e amigos que devem ficar atentos no comportamento e atitudes desta pessoa, e encaminhar a mesma com urgência o quanto antes, para ajuda profissional.

