Os servidores do Judiciário gaúcho permanecem em greve. Na Comarca de São Luiz Gonzaga, a maioria aderiu ao movimento e continuam paralisados. Eles permanecem reunidos no saguão de entrada do Fórum, discutindo a situação da categoria e no aguardo de informações sobre as pautas que estão sendo defendidas e as negociações com a Administração do Tribunal de Justiça.
O servidor Paulo Primmaz, representante do Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (SindjusRS), em São Luiz Gonzaga, participou do Programa Cidade Alerta, onde confirmou a continuidade da greve da categoria.
Entre as reivindicações, a questão do Projeto de Lei 93/2017, que previa extinguir os cargos de oficial escrevente do quadro funcional do TJ, substituindo-o por um cargo de técnico judiciário.
Para ele, a greve dos servidores do Judiciário conquistou na última terça-feira (29), a derrota do PL 93/2017 na Assembleia Legislativa, a primeira grande vitória do movimento paredista que já dura 38 dias. Uma grande mobilização reuniu em Porto Alegre trabalhadores de várias comarcas do estado, que se concentraram em frente ao Tribunal de Justiça e, em seguida, saíram em caminhada para a Assembleia Legislativa.
Após três horas de discussão na Assembleia Legislativa, o projeto foi rejeitado por 44 dos 46 parlamentares presentes. A derrubada do projeto, que tinha a aprovação dada como certa pelo presidente do Tribunal, foi uma demonstração da força do movimento, na avaliação do representante da categoria em São Luiz Gonzaga.
Na assembleia geral realizada em frente ao Palácio da Justiça, a categoria aprovou a continuidade da greve e uma assembleia para esta próxima sexta-feira, 1º de novembro, na qual serão definidos os rumos do movimento.
Rádio Missioneira