Servidores do Judiciário de todo o Rio Grande do Sul entraram em paralisação por tempo indeterminado, conforme aprovado em Assembleia Geral da categoria realizada na semana passada em Porto Alegre. Entre as reivindicações, está uma resposta do Poder Judiciário ao Projeto de Lei 93/2017, que extingue os cargos de oficial escrevente do quadro funcional.
Em São Luiz Gonzaga, a categoria também optou por apoiar paralisação. Falando para a reportagem da Rádio Missioneira, o servidor Paulo Primmaz, representante do Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (SindjusRS), em São Luiz Gonzaga, somente o mínimo legal está atuando, conforme exigido quando uma categoria entra em greve, ou seja, 30%.
Para o sindicalista, até o momento, o TJRS não se posicionou oficialmente sobre a pauta de reivindicações encaminhada após a Assembleia Geral da categoria realizada em 15 de março deste ano, bem como sobre a alternativa apresentada pelo Sindjus/RS, no sentido da transformação dos cargos de oficial escrevente em técnico judiciário, apesar do compromisso estabelecido em audiência pública realizada pela Comissão de Segurança e Serviços Públicos (CSSP) no dia 15 de agosto. A ameaça de extinção de cerca de 5 mil cargos de Oficial Escrevente, que hoje representam aproximadamente 60% da mão de obra do Poder Judiciário, é uma das principais causas do movimento paredista.
Entre outras reivindicações, também está a apresentação do Projeto de Lei que contemple as perdas inflacionárias entre junho de 2015 e setembro de 2019; apresentação de Projeto de Lei substitutivo ao Projeto de Lei número 93/2017, que versa sobre a extinção do cargo de oficial escrevente; apresentação de Projeto de Lei relativo ao plano de cargos e salários; e equiparação dos valores recebidos no auxílio-alimentação, entre servidores e magistrados.
Apesar da paralisação, estão mantidas audiências já agendadas anteriormente, e os atendimentos de urgência que envolva questões como saúde, liberdade e a vida.
Rádio Missioneira