O Governo do
Rio Grande do Sul confirmou hoje o temor dos servidores públicos: o
parcelamento dos salários. O anúncio revoltou os trabalhadores, que há meses
estavam apreensivos com a situação.
As notícias
não agradaram em nada o funcionalismo gaúcho. Eles já haviam adiantado que
haveria paralisação caso o salário fosse parcelado. É o que irá acontecer na
segunda-feira.
Professores
e policiais estarão de braços cruzados. Em São Luiz Gonzaga, não será
diferente. Os policiais civis não irão trabalhar. Segundo o comissário José Alberto
Bielgmeier, presidente da Ugeirm local, somente atendimentos de urgência serão
realizados.
Questionado
sobre estender a paralisação, ele afirmou que existe a possibilidade de durar
mais que um dia. O comissário destacou que toda a classe está revoltada com a
situação. Quanto à Brigada Militar, ainda não há informação de paralisação em São Luiz Gonzaga.
O mesmo
ocorre com os professores. Na segunda-feira, dia de volta às aulas após as
férias, não haverá professores. Eles também estarão de braços cruzados, como
forma de protesto.
A informação
foi confirmada pelo presidente do 33° Núcleo do Cpers, Joner Marchi. Ele ainda
informou que na terça haverá redução no horário de expediente e explicação para
os alunos sobre o motivo da paralisação.
Governo
alega falta de dinheiro
Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira, o
secretário da Fazenda, Giovani Feltes, justificou o parcelamento dos salários.
Segundo Feltes, houve queda de R$ 50
milhões nos tributos estaduais e R$ 24 milhões nas transferências da União.
Para pagar a folha de julho integralmente, o Estado precisaria de mais R$ 360
milhões
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