No Rio Grande do Sul, o governo do Estado, por meio Instituto-Geral de Perícias (IGP), utiliza a genética forense para identificar pessoas por meio do DNA. Com o cruzamento de perfis genéticos de familiares com material biológico coletado de restos mortais não identificados – ou mesmo de pessoas vivas sem identidade conhecida – 103 pessoas já foram identificadas no território gaúcho.
A ajuda do DNA
O cruzamento de dados é feito de forma contínua por meio da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), que armazena e confronta dados coletados por todos os 23 bancos de perfis genéticos estaduais existentes no Brasil, além do banco gerenciado pela Polícia Federal.
O banco de dados nacional conta com mais de 250 mil perfis genéticos cadastrados, e quanto maior for este número, maiores as chances de encontrar pessoas desaparecidas. Por isso, é crucial que os familiares forneçam material genético.
A coleta de DNA
O ideal é que a doação de material genético siga a seguinte prioridade:
Outros familiares também podem ser considerados. Os pontos de coleta: confira a lista neste link de acordo com a região e município.
Os materiais coletados são encaminhados a um laboratório oficial que analisa a amostra e faz o encaminhamento para os bancos de perfis genéticos locais, nacionais e de outros países. Quando ocorre compatibilidade, é elaborado um laudo oficial de identificação, que é encaminhado para a delegacia responsável pelo caso. A equipe policial entra em contato com a família para informar e orientar sobre os próximos passos. É vedado o uso do DNA fornecido para qualquer outro fim.
O Núcleo de Busca Ativa do IGP-RS
Desde 10 de fevereiro de 2025, o IGP-RS conta com um serviço dedicado a conferir celeridade no processo de destinação de corpos, remanescentes humanos e vestígios antropológicos custodiados pelo Estado na esfera criminal. Trata-se do Núcleo de Busca Ativa (NBA), vinculado ao Departamento Médico-Legal (DML).
O NBA atua diretamente com as famílias de desaparecidos em todo o território nacional. São realizadas entrevistas com familiares de desaparecidos, entrevistas para prova de vida conduzindo à identificação de remanescentes humanos, acompanhamento de processos judiciais envolvendo sepultamento de necropsiados e a atualização de banco de dados de desaparecidos.
O Núcleo de Busca Ativa encontra-se na Seção de Antropologia Forense, dentro da Divisão de Perícias Especializadas do Departamento Médico-Legal, contando atualmente com servidores de diversas áreas da Perícia Criminal, como peritos, assistentes sociais e psicólogos do Serviço Psicossocial, estando à disposição pelo contato [email protected].
Mutirão para a coleta de DNA
Um mutirão para coleta de DNA de familiares ocorrerá em todo o país durante os dias 26 e 30 de agosto, como parte da Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas. Mais de 270 pontos de coleta estarão preparados para receber os familiares que ainda não doaram material genético para identificar seus entes desaparecidos. É possível consultar os pontos de coleta que serão disponibilizados clicando aqui.
Informações: Ascom IGP
Foto: Sofia Villela/ Ascom IGP
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