Municípios e comunidades que beiram o Rio Ijuí enfrentaram
problemas com alagamentos causados pelas usinas Eletrosul, Passo São João e São
José, devido ao elevado volume de chuva em maio e junho. No momento em que as
comportas foram abertas para dar vazão o nível das barragens, diversas
localidades foram atingidas pelas águas. As localidades não haviam sido
apontadas no estudo técnico das usinas como áreas que poderiam ser alagadas.
Em Rolador, comunidades como a do Faxinal ficaram
ilhadas. Além disso, famílias foram retiradas
de suas casas. Houve estragos em
estradas e interrupção da passagem da balsa devido ao risco e ao nível do rio
que apresentava elevação repentina.
Em virtude disso, foi realizada ontem (11), uma audiência
pública em Rolador, que contou com participação de prefeitos de municípios
vizinhos, vereadores, técnicos e comunidade em geral. No encontro foram
apontados os prejuízos e principais demandas. Também foi formada uma comissão
irá articular junto aos representantes das usinas.
No Jornal da Manhã, o prefeito de Rolador, Paulo Peixoto,
ressaltou que quando as usinas abrem as comportas áreas que antes não eram
alagadas, passaram a ser atingidas. No município, as comunidades do Faxinal e
São Pedro do Butiá foram as mais afetadas.
O prefeito afirmou que os alagamentos se tornam fatores de
riscos para os moradores que precisam ser retirados de suas casas, assim como
ficam ilhados e perdem plantações. "Têm surgido problemas que não estavam
previstos no plano técnico das usinas. Temos que tratar desses problemas pós
construção das barragens e como administração reivindicar. São sete municípios
atingidos e buscaremos os direitos dos cidadãos", falou.
Além das indenizações, outra reivindicação é liberação da
Eletrosul para passagem de veículos sobre
a ponte da usina São José. Conforme
Paulo, a passagem existe mas o trânsito dos veículos não é permitida. Explicou
que com a elevação repentina do nível do rio quando as comportas são abertas, a
passagem de balsa oferece muitos riscos, fator que faz com que a travessia seja
interrompida. O prefeito afirmou que a
ponte oferece condições para que os veículos transitem. Como vice-presidente da
Associação dos Municípios das Missões (AMM), Paulo Peixoto sinalizou que os
prefeitos se uniram e que assim terão mais força para negociar com a direção
das barragens.
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