A região Noroeste concentra a maior quantidade de famílias dedicadas à meliponicultura, atividade voltada à criação de abelhas nativas sem ferrão, no Rio Grande do Sul. A informação consta no Diagnóstico da Meliponicultura, elaborado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, em parceria com a Emater/RS-Ascar.
O tema esteve em evidência na última semana durante um encontro realizado em São Paulo das Missões, que reuniu integrantes de grupos da terceira idade, estudantes da Escola Estadual de Educação Básica Professor Francisco José Damke e moradores da comunidade de Linha Dona Helena Sul.
A atividade contou com palestra do engenheiro agrônomo e supervisor microrregional da Emater/RS-Ascar, Joney Braun, que abordou as principais espécies de abelhas sem ferrão encontradas na região, os diferentes tipos de mel produzidos e a importância desses insetos para a polinização e a manutenção da biodiversidade.
Segundo Braun, as abelhas exercem papel fundamental na produção de alimentos e na conservação dos ecossistemas. Atualmente, o Rio Grande do Sul possui 24 espécies de abelhas nativas sem ferrão.
O encontro integrou as ações do projeto ambiental “Um Planeta Melhor para Nossos Netos e Bisnetos”, desenvolvido pela Federação Estadual dos Clubes da Terceira Idade (Fectirgs). Em 2026, a iniciativa tem como foco a conscientização sobre a polinização e a preservação das abelhas, com atividades previstas em diversos municípios da região.
De acordo com o levantamento estadual, cerca de 16 mil famílias gaúchas desenvolvem a meliponicultura para autoconsumo, comercialização ou preservação de colônias em propriedades rurais. O Noroeste aparece como a principal região do Estado na atividade.
Fonte: Rádio Missioneira | Com informações da Emater/RS-Ascar