SÃO LUIZ GONZAGA

São Luiz Gonzaga, RS, Brazil

Promotor eleitoral explica mudanças nas campanhas políticas

  • 14 de julho de 2016

As campanhas eleitorais no Brasil mudaram desde a última
eleição municipal, em 2016. Algumas regras são novas para os candidatos e devem
ser cumpridas à risca, para evitar penalidades, a qual o Ministério Público
estará atento.

No programa Jornal da Manhã de hoje (14), o promotor
eleitoral da 52° Zona Eleitoral, Fernando Bittencourt, falou sobre as mudanças.
A principal delas é a proibição do financiamento de campanhas por empresas
privadas. "Eles terão que fazer mais com menos", resumiu Fernando. O tempo de
campanha também foi reduzido. A propaganda eleitoral vai iniciar no dia 16 de
agosto.

Sem pinturas e cavaletes

Pinturas nos muros e paredes estão proibidas, bem como os
cavaletes nas ruas. A lei eleitoral permite agora apenas bandeiras e mesas para
distribuição de materiais informativos, desde que sejam de forma temporária. Eles
podem ser fixados a partir das 6h e retirados obrigatoriamente antes das 22h.  "Às vezes as pinturas ficavam após as
eleições, por anos, por isso a mudança", explicou o promotor.

Chefe do Cartório Eleitoral dá explicações sobre registro de candidaturas

Em relação aos comitês, onde existe uma lei que determina uma
distância entre cada um dos municípios, informou que cada caso será visto de
forma individual. Segundo o promotor, o Ministério Público vai atuar como
fiscal, e caso seja necessário, vai ajuizar ações quando os candidatos forem
contra as regras e leis eleitorais. "Somos como os árbitros de futebol, os
candidatos são os astros, nós vamos fiscalizar", disse.

Candidatos com
processos

Fernando foi bastante claro e incisivo em relação às candidaturas
de políticos com processos em andamento.
 "O risco é dos partidos. Todos os
votos podem ser inviabilizados caso existe uma decisão judicial, mesmo após
vencer o pleito", explicou. "Os partidos são livres para escolher, mas que
saibam dos riscos", esclareceu na entrevista.

Candidatas laranjas

A lei eleitoral obriga que pelo menos 30% das vagas sejam
para o sexo oposto, tradicionalmente as mulheres. O objetivo da lei é estimular
a participação do sexo feminino na política, que ainda é baixa.

Em outras
eleições, foi observado que muitos partidos colocaram os nomes de mulheres
apenas para estar dentro da lei, chamadas de "laranjas". Neste pleito, o MP
estará atento nas campanhas, para observar se são candidatas verídicas. Caso
ocorram casos do tipo, a candidatura dos demais eleitos do partido ou coligação
podem ser impugnadas.

Ele
finalizou a entrevista colocando o trabalho do MP à disposição dos candidatos.
Também citou o site do órgão, onde constam materiais informativos importantes
para os candidatos, que podem ser acessados de forma gratuita.  
Amanhã, vai
ao ar no Jornal da Manhã a entrevista com a juíza eleitoral Gabriela Dantas
Bobsin.

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